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Transporte de passageiros vive pior momento da história

Postado em 29/07/2020 15:36

As empresas operadoras de ônibus urbanos tiveram perdas, que podem ser bilionárias ao somar metrôs e trens. Tudo isso somado a pandemia de covid-19. Nos cálculos da NTU, as perdas acumuladas pelas operadoras de ônibus chegaram a R$ 3,72 bilhões até o dia 30 de junho.

Em Minas Gerais a situação ainda mais difícil, pois as restrições estão maiores que em outras capitais. O impacto é sentido em todo o Estado. Em um levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), entre os dias 5 e 11 de julho, constatou que na média as linhas da capital estão transportando números inferiores de passageiros (sentados e em pé), ofertados pelos veículos, que oferecem diferentes configurações de capacidade.

No período da pesquisa, foram realizadas 12.433 viagens, transportando 476.898 passageiros. A ocupação média por viagem foi de 38 passageiros para 48 lugares ofertados nos veículos. Fazendo um recorte nas operações nas faixas de pico, foram transportadas cerca de 300 mil pessoas em mais de 7 mil viagens, com ocupação média de 41 pessoas, número inferior às 48 vagas de média ofertadas por veículo.

Ponto de preocupação das empresas, tem sido o aumento constante do óleo diesel, que representa 25% de custos de operação do Sistema de Transporte Coletivo por ônibus em Belo Horizonte e não deve ser diferente nas demais cidades do estado

De maio até a primeira quinzena de julho, o aumento médio foi de 17,10% no preço do insumo. O impacto na operação do sistema, que vem convivendo com prejuízos acima de R$ 70 milhões, representa aumento de 4,28% nos custos.

O custo médio de uma viagem do transporte coletivo em Belo Horizonte é de R$ 220,00. A arrecadação média na roleta hoje está em RS 105,00, ou seja, a cada viagem realizada, o sistema teve um prejuízo de R$ 115,00 no mês de junho.

A saída para a questão quando se precisa do aumento da oferta para uma demanda reduzida, de modo a reduzir as aglomerações. Esse custo precisa ser coberto de alguma forma e não dá para pensar em reajustes tarifários nesse momento, em que muitas pessoas tiveram perda de renda. Um caminho seria buscar nos orçamentos públicos aqueles recursos que não estão sendo usados, e que poderiam ser usados para aliviar o peso do transporte público.

Se nada for feito para socorrer financeiramente o setor de transporte coletivo urbano no Brasil, mais da metade das empresas vai deixar de operar no pós-pandemia.

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