Cesta básica em Divinópolis registra aumento de 0,8% em comparação à janeiro

Postado em 29/02/2016 8:47

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O custo da cesta de alimentos básicos de janeiro registrou leve majoração em relação ao mês de dezembro, no entanto, o custo dos alimentos básicos ainda mantém sua trajetória de crescimento na cidade de Divinópolis.

Novamente o custo da cesta básica registrou recorde em relação a toda a série histórica iniciada em 2006, passando a valer R$ 332,71 contra os R$ 330,06 de dezembro. Com o novo valor, o custo cresceu (0,8%) em comparação ao mês de anterior. Em doze meses, o custo da cesta mantém um forte ritmo de crescimento de (26,5%), variando de R$ 263,04 para os atuais R$ 332,71. A alta do valor da cesta básica foi influenciada principalmente pelas elevações dos seguintes produtos: feijão (11,7%), tomate (7,76%), óleo de soja (5,75%) e açúcar (4,49%).

O preço do feijão apresentou elevações em todas as regiões do Brasil em janeiro. O excesso de chuvas em Minas Gerais e São Paulo, também têm afetado negativamente a produtividade do feijão, que por sua vez apresenta um volume colhido menor do que o esperado, refletindo diretamente nas cotações dos preços.

O preço do feijão em Divinópolis vem sofrendo gradativas elevações desde agosto quando o preço médio do quilo era de R$ 2,28, passando para R$ 5,08 em janeiro. O tomate tem sido afetado diretamente pela instabilidade climática desde 2015, as altas temperaturas refletem na produtividade da fruta, causando queda na qualidade e consequentemente menor oferta e maior preço. No primeiro mês de 2016 o preço médio do quilo do tomate em Divinópolis ficou na casa dos R$ 5,86.

Os preços do óleo de soja estão sofrendo forte influência da desvalorização do real em relação ao dólar observada nos últimos meses, assim há uma tendência do aumento das exportações o que afeta a disponibilidade da soja e seus derivados no mercado nacional gerando escassez e elevações de preços. 

As cotações do açúcar foram fortemente afetadas pelas instabilidades climáticas e pela diminuição da oferta no mercado interno, uma vez que os produtores estão direcionando a safra de cana de açúcar para a produção de álcool.

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Fonte: Núcleo de Pesquisas Econômicas 

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