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Cebola e batata ficam mais baratas, já o tomate promete ser o próximo vilão da cesta básica

Postado em 17/09/2020 16:39

A cebola registrou quedas de dois dígitos nos percentuais dos preços comercializados no atacado em todas as Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Recife teve redução de 46,9% nos preços, enquanto no Rio de Janeiro a diminuição ficou em torno de 20,7%. O arrefecimento já era aguardado pela previsão da maior intensidade da oferta, bem como da diversificação das áreas de produção nesta época do ano.

Outra que ficou mais barata no último mês foi a batata. A queda nos preços, no entanto, está relacionada a uma menor demanda, ainda retraída com as medidas de contenção devido à COVID-19. A pouca procura favorece uma maior oferta nos mercados.

Em compensação, o clima frio em agosto é um dos fatores que contribuiu para a alta de preços registrada na comercialização do tomate nos principais atacadistas do país. Como as temperaturas mais baixas desaceleram o processo de maturação, o quilo encareceu em R$ 2,15 na Central de Abastecimento em Vitória/ES, por exemplo. Em Goiânia a alta chegou a 49,2%. “O comportamento não é comum para o período, mas como a cotação do tomate tem forte influência da produção local ou de regiões próximas, qualquer pequeno desajuste tende a gerar grande impacto”, explica Joyce Fraga, gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab.

Frutas – O frio também favoreceu o encarecimento do mamão no atacado. As condições climáticas atípicas para a temporada afetaram o amadurecimento refletindo em uma menor oferta da fruta, principalmente nas primeiras semanas de agosto.

Além do mamão, melancia e maçã registraram aumento nas Centrais analisadas. Já a banana e laranja não tiveram movimentos uniformes. No entanto, a fruta cítrica tende a apresentar um movimento altista uma vez que a atual safra é menor que a anterior, o que enxugou o volume e restringiu os carregamentos que foram para os consumidores finais. As vendas externas também aumentaram devido à baixa safra na Flórida/EUA.

A recuperação da comercialização das hortaliças nas Ceasas, após os primeiros impactos das medidas adotadas para conter a disseminação do novo coronavírus. A movimentação de hortaliças nas Centrais, em agosto de 2020 ficou 10% acima da, registrada em abril, por exemplo. Se compararmos julho com abril, o aumento é de 17%. De acordo com a análise da Conab, o setor de folhosas, apesar de ter sido um dos que mais sentiram as medidas restritivas, teve uma resposta rápida com a retomada da economia.

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