Avivar e caminhoneiros não se entendem sobre carga prioritária e veículos são barrados

Postado em 29/05/2018 12:34

Os adesivos que identificavam caminhões com carga prioritária não estão mais sendo aceito nos bloqueios montados por caminhoneiros que seguem em manifestação por redução de impostos.

A reportagem do Sistema MPA conversou hoje com alguns dos caminhoneiros que estão acampados junto ao Posto Bitelão e na oportunidade eles afirmaram que a culpa pelo adesivo não está mais sendo aceito na região é da empresa Avivar que teria tentado enganar a categoria, colocando o adesivo em carros vazios.

A empresa porém se defende afirmando que a carga que tentou passar pelo bloqueio é de insumos destinados a fabricar rações para os animais que estão na granja. Segundo a assessoria de marketing, os animais estão comendo uns anos outros devido a fome. Caminhoneiros porém entendem que ração não se enquadra em carga prioritária.

Confira o relato do caminhoneiros:

Nota da Associação Mineira de Avicultores:

 

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou hoje, 29 de maio, que os bloqueios dos caminhoneiros seguem impedindo o fluxo de produtos, aves e ração para a avicultura e a suinocultura do Brasil.

Segundo levantamento feito pela entidade junto a seus associados, caminhões com rações, insumos para a produção da alimentação animal (como milho e soja) e outros produtos são impedidos de circular em mais de 300 pontos de 22 estados pelo País. 

Além dos bloqueios, há relatos de ameaças a motoristas que querem deixar a paralisação.

A mortandade continua crescendo nos polos de produção pelo país. Desde o início da greve, são quase 70 milhões de aves mortas. Volumes próximos de 120 mil toneladas de carne de frango e de carne suína deixaram de ser exportados desde o início da greve. 

Os animais mortos são colocados em composteiras nas próprias propriedades, mas o sistema já está no limite. O risco ambiental e de saúde pública é crescente. 

Cerca de 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos ainda estão em risco de morte como consequência direta dos bloqueios.

Todos os esforços estão sendo realizados por avicultores, técnicos do setor, colaboradores da cadeia produtiva (inclusive motoristas que não concordam com a continuidade da greve) para diminuir os graves impactos causados pela paralisação. A situação é alarmante para todo o setor. A continuação dos bloqueios para produtos alimentícios, rações e animais são um grave risco ao País e exigem uma ação forte e imediata do governo. Não é mais possível esperar.

 

 

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