Vigilância em Saúde crê que medidas adotadas em BH contra a febre maculosa não funcionariam em Divinópolis

Postado em 11/09/2018 14:49

Divinópolis vive um estado de alerta com relação a febre maculosa. Até o momento, são quatro casos da doença, com três mortes e outros dois casos em investigação.

A Prefeitura de Divinópolis já interditou campos, restringiu acesso ao Parque da Ilha e realizou dedetizações. Também foi relatada a presença de carrapatos em crianças e em um servente da Escola Municipal Oribes Batista Leite, no bairro Planalto e do Cemei Rafael Nunes, no bairro Santa Lúcia. De acordo com o município, no caso da escola do bairro Planalto, os pais informaram à direção da escola sobre os carrapatos nos alunos.

Além das dedetizações e interdições, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) também tem realizado a distribuição de material educativo em locais considerados de risco. No entanto, há uma discussão sobre a situação das capivaras, um dos animais hospedeiros do carrapato estrela (transmissor da febre maculosa) e encontrados em locais as margens dos rios. De acordo com a diretora de vigilância em saúde da Semusa, Janice Soares, o município reconhece a necessidade de uma discussão ampla para definir alguma medida com relação ao controle populacional das capivaras. “A Polícia do Meio Ambiente e a equipe do Meio Ambiente não permitem que a gente intervenha no habitat delas. A alegação e que elas estão no habitat correto delas, que elas realmente vivem nas margens de rios. O que temos são construções próximas aos rios que interfere nessa questão e a gente acaba chocando com essas capivaras. A longo e médio prazo, pensando na prevenção para os próximos anos. acredito que essas medidas que estamos tomando são a curto prazo. Mas temos sim, que pensar no controle populacional das capivaras”, acrescentou.

Na última terça-feira (4), a vereadora Janete Aparecida (PSD) relatou ter buscado informações junto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente sobre um pedido realizado junto ao IBAMA para a retirada das capivaras das margens dos rios e tratá-las em locais específicos, como aconteceu em Belo Horizonte e Campinas. Segundo Janice, a situação ocorrida na capital mineira é diferente do que acontece em Divinópolis. “(Aqui) elas estão espalhadas nas margens do rio de fora a fora. A gente não tem nem uma estimativa quantidade de capivaras que temos. Temos sim que fazer uma discussão ampla, chamar o Meio Ambiente para ver como podemos fazer o controle populacional desses animais e outros animais também. Mais do que isso, o manual do Ministério da Saúde determina os cuidados que temos que ter para prevenir e não eliminar os hospedeiros. Nós temos que tomar cuidado”, completou.

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