Sindicato comenta paralisação de garis e motoristas em Divinópolis

Postado em 03/10/2018 17:46

Sindicato comenta paralisação de garis e motoristas em Divinópolis

 

Na manhã desta quarta-feira (3), garis e motoristas da empresa Arbor, responsável pela coleta de lixo em Divinópolis inciaram uma paralisação. Entre as reivindicações estão direitos trabalhistas, a regularização dos salários (que estão atrasados há dois meses) e melhores condições de trabalho com equipamentos e veículos. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Divinópolis (Sintrodiv) está acompanhando a situação, representando motoristas e garis.

De acordo com o secretário do Sintrodiv, Gilson Militão, a situação se arrasta há pelo menos seis meses, com várias denúncias de motoristas da empresa. “Hoje de manhã, quando estivemos na empresa, o que vimos foi que o pessoal que trabalhou a noite, não tinha chegado nenhum caminhão. A coleta ficou atrasada. Os trabalhadores decidiram cruzar os braços e lutarem pela reivindicação deles, pelos direitos e pela situação que se encontram os veículos. Temos processos de vários motoristas, porque eles despedem os motoristas e não fazem as rescisões corretas deles. Não estão depositando FGTS dos funcionários”, explicou.

Gilson também relatou que durante a visita, um engenheiro da prefeitura esteve no local e tentou intermediar a negociação. Segundo o secretário do Sintrodiv, o representante do Executivo chegou a prometer um acordo com a categoria. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Divinópolis afirmou que a empresa foi notificada para solucionar a situação ainda nesta quarta-feira (3).

Ainda de acordo com o sindicato, uma reunião no Ministério do Trabalho, em Belo Horizonte, pode definir a situação. “Esteve presente um engenheiro responsável pela prefeitura, o Rodrigo, que tentou apaziguar, tentou que os garis voltassem, prometeu que ia fazer um acordo. Mas isso já se arrasta há uns seis meses. Está acontecendo uma reunião no Ministério do Trabalho para ver se há intervenção. Se não tiver, acho que o município deveria intervir porque acho que é um meio social da cidade. De nossa parte, estamos procurando fazer. Mas acho que provém do município tomar uma providência com essa empresa que não está cumprindo o contrato com a prefeitura”, declarou.

 

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