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Servidores cobram 15% de recomposição e Executivo promete estudo de impacto

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Sindicatos e Comissão Representativa dos Servidores Municipais participaram, na manhã desta terça-feira, da primeira reunião com representantes do Executivo para discutir a pauta da campanha salarial deste ano. O encontro ocorreu no Centro Administrativo e marcou a abertura formal das negociações, mas terminou sem qualquer proposta oficial por parte da Prefeitura.

O prefeito Gleidson Azevedo (Novo) e a vice-prefeita Janete Aparecida da Silva (Avante), que assumirá a chefia do Executivo a partir de 4 de abril, não participaram da reunião. Representaram o governo municipal o assessor especial Fernando Henrique Oliveira, o secretário de Planejamento e Gestão, Thiago Nunes, o secretário de Fazenda, Gabriel Vivas, e o controlador-geral, Diogo Andrade.

Pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), estiveram presentes o presidente Marco Aurélio Gomes e a secretária-geral Lucilândia Monteiro. O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Municipal (Sintemd) foi representado pelo presidente Rodrigo Rodrigues e pelos diretores Eduardo Parreira (Toró) e professor José Heleno. A Comissão de Servidores contou com a participação de Sônia Canto, Wellington Silva e professor Hermes.

Sem proposta formal

A pauta de reivindicações foi definida em assembleia realizada no dia 22 de janeiro. Os servidores pleiteiam 15% de recomposição salarial, revisão de 100% no valor das diárias pagas aos motoristas do Transporte Fora do Domicílio (TFD), equiparação do vale-alimentação ao valor de R$ 22,00 pago pela Empresa Municipal de Obras Públicas (Emop) e a implantação da jornada de seis horas diárias para todos os servidores, já que parte do funcionalismo ainda cumpre oito horas.

A reunião foi oficializada pela Prefeitura apenas na tarde de segunda-feira (2), um dia após a data-base da categoria, que é 1º de março.

Durante o encontro, os representantes do Executivo informaram que será realizado um estudo de viabilidade financeira para analisar a possibilidade de conceder revisão salarial entre 6% e 8%. Em relação às diárias e ao vale-alimentação, o secretário Thiago Nunes afirmou que houve sinalização positiva do prefeito. Já quanto à redução da carga horária, o secretário destacou que são necessários estudos mais aprofundados sobre os impactos na prestação de serviços, setores beneficiados e atendimento à população, sugerindo que os sindicatos também apresentem levantamento técnico sobre o tema.

Na prática, não houve definição nem contraproposta oficial.

Mobilização convocada

Ficou agendada nova rodada de negociação para o dia 11, às 10h, quando o Executivo se comprometeu a apresentar uma contraproposta formal. Para o mesmo dia, às 18h, Sintram e Sintemd convocaram assembleia extraordinária conjunta no auditório do Sintram para deliberar sobre o posicionamento da categoria diante do que for apresentado.

Ao final da reunião, o presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, criticou a ausência do prefeito e da vice-prefeita e destacou a necessidade de mobilização dos servidores.

Segundo ele, eventuais avanços na campanha salarial dependerão do engajamento da categoria nas próximas etapas de negociação.

FONTE: Sintram Comunicação

Foto: Pedro Gianelli/Sintram