O Complexo de Saúde São João de Deus emitiu uma nota após a condenação de um empresário e de um vendedor por pagar R$ 524 mil em propinas a um médico que trabalhava na unidade. Os repasses ocorreram entre 2011 e 2015.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a direção ressaltou que o caso ocorreu na gestão antiga e que nenhum dos citados atua no hospital.
O objetivo era garantir o uso de materiais hospitalares vendidos pela empresa Signus do Brasil. A decisão é da 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte. Os condenados são Marcello Telles de Souza Júnior, sócio-administrador da empresa, e Marcos Flávio de Moura Barbosa, representante comercial.
De acordo com a sentença, os repasses ocorreram entre janeiro de 2011 e janeiro de 2015 e estavam relacionados a procedimentos realizados nos hospitais São João de Deus, em Divinópolis, e Ibiapaba, em Barbacena, onde o cardiologista Augusto Lima Filho atuava. Parte dos atendimentos era custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Condenação de dupla
Os dois réus foram condenados por corrupção ativa cometida 46 vezes, em continuidade delitiva. Após a aplicação dos benefícios previstos em acordos de colaboração premiada, cada um recebeu pena definitiva de um ano, um mês e 10 dias de reclusão, além de 14 dias-multa, em regime inicial aberto.
A prisão, no entanto, foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de cinco salários mínimos a uma instituição que ainda será indicada pela Justiça. Os condenados poderão recorrer da sentença em liberdade.
Nota do São João de Deus
Em nota, o São João de Deus Complexo de Saúde esclareceu que os fatos ocorreram antes de a atual gestão assumir a direção da instituição, em 2016. A instituição informou também que o profissional citado na matéria não integra mais seu quadro de prestadores de serviços.
O complexo reforçou que os processos de compras estão disponíveis para consulta e reafirmou o compromisso com a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos.
Destacou ainda que todas as aquisições seguem as diretrizes de sua Política de Compras, com critérios e procedimentos que orientam as contratações e asseguram a conformidade dos processos.
Por fim, o São João de Deus manifesta seu repúdio à disseminação de informações sem o devido contexto e reforça a importância de que os veículos de comunicação atuem com responsabilidade, assegurando espaço para os esclarecimentos necessários e evitando interpretações que possam comprometer injustamente a imagem da instituição.















