A Prefeitura de Divinópolis divulgou, nesta quinta-feira (20), um relatório sobre a apuração feita acerca da morte da gata Rute, após cirurgia no Castramóvel, em Divinópolis. O animal, conforme os tutores, não acordou após a anestesia, tendo sido levado para casa sedado e morreu no fim da tarde de terça (18).
Em resumo, a Prefeitura negou ter havido negligências por parte da equipe responsável pela cirurgia, bem como disse que não houve erros na aplicação da anestesia e enfatizam que o procedimento não foi realizado por um estagiário. Informaram também que o estagiário citado não foi afastado.
As informações fornecidas pela Prefeitura de Divinópolis conflitam com o relato dos tutores de Rute, que disseram ao Portal MPA que a gata passou somente pela pesagem, durante a triagem, e que, inclusive, teriam recebido pedido de desculpas por parte dos profissionais do Castramóvel. A matéria com todas essas alegações você confere aqui.
Abaixo, confira o posicionamento da Prefeitura, a partir da conclusão do relatório.
“A Diretoria do Cuidado Animal, ouvindo a equipe responsável pelos atendimentos, além dos médicos veterinários, ouviu também o coordenador do controle populacional responsável, entre outras funções, pelos agendamentos e recepção no castramóvel. A castração foi realizada no dia 18 de fevereiro, e o animal castrado por volta de 11 horas da manhã.
Foi realizada a triagem, avaliação clínica e somente após a avaliação foi feito a sedação e castração. Após a castração, a liberação para casa só ocorreu quando o animal apresentou condições clinicas exigidas para liberação conforme protocolo médico. Ao ser liberado, foi entregue ao tutor um receituário com a prescrição médica e passado as orientações pós-operatórias, bem como o número para contato em caso de intercorrências.
Às 17 horas e 13 minutos do dia 18, o tutor entrou em contato no número do pós-operatório, sendo atendido na primeira chamada, uma ligação com uma duração de 2min e 15 segundos, recebida pelo médico veterinário responsável, o qual orientou o retorno da gata para o castramóvel. O Tutor não levou a gata para o retorno, voltando a ligar de forma consecutiva às 17:32,17:33, 17:34, 17:35, 17:36, 17:36, 17:37 sendo novamente atendido às 17 horas e 39 minutos, ficando em ligação com o veterinário por 4 minutos e 51 segundos.
No último contato realizado pelo tutor, às 17h39min, o médico veterinário novamente solicitou o retorno do animal, sendo informado pelo tutor que a gatinha estava “dura” e que “achava que estava morta e não a levaria”. Diante da recusa, foi solicitado pelo médico veterinário um vídeo, com alguns procedimentos para uma tentativa de avaliação, sendo informado pelo tutor que não ia fazer o vídeo da gatinha morta.
Ressalta-se que, entre a primeira ligação e a última, transcorreram 26 minutos. A equipe nega erro na dosagem de anestesia, e nega a informação de que o coordenador disse que foi realizado o procedimento por um estagiário e principalmente que o estagiário foi afastado. A informação do óbito e as causas não puderam ser avaliadas pelos médicos veterinários diante da recusa do tutor me levar o animal.”















