A Prefeitura de Divinópolis divulgou o resultado do 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O estudo registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,5% — o mesmo resultado do levantamento anterior, em maio. O município segue em situação de médio risco para epidemia e em estado de alerta.
De acordo com a Vigilância em Saúde, foram vistoriados 5.941 imóveis nos 169 bairros da cidade, com identificação de focos do mosquito em 152 deles. Na pesquisa anterior, foram visitados 5.470 imóveis, com focos em 138.
Apesar da estabilidade do índice geral, a comparação entre os dois levantamentos mostra mudanças no cenário. Em maio, 93% dos imóveis com focos eram residências e 7% eram terrenos baldios. Agora, os percentuais passaram para 89% e 11%, respectivamente. Ainda assim, a grande maioria dos focos continua dentro das casas, o que reforça que a participação dos moradores é decisiva para impedir a proliferação do mosquito.
Bairros de Divinópolis com mais risco de dengue
A análise por regiões acende um alerta adicional. No 2º LIRAa, todas as regiões de Divinópolis estavam classificadas como médio risco, com o maior índice na Nordeste (3,3%). No levantamento de setembro, a região Nordeste chegou a 4,8% e passou para a classificação de alto risco.
Nas demais regiões, os índices atuais são: 3,4% na Norte, 2,2% na Sudeste, 2,1% na Central, 1,6% na Sudoeste e 1,3% na Oeste. Pelos parâmetros do levantamento, índices entre 1% e 3,9% representam médio risco, enquanto resultados acima de 4% indicam alto risco de epidemia.
Entre os bairros com índices mais elevados estão Alto das Oliveiras (50%), JA Gonçalves (33,3%), Dr. José Thomaz (18,2%), Mar e Terra (14,3%), Itacolomi (13,6%), Jardim Alterosa (13,3%) e Danilo Passos I (10,3%).
Os percentuais são calculados a partir dos imóveis pesquisados em cada área, conforme a metodologia amostral do LIRAa.
Criadouros continuam na rotina das famílias
Os recipientes encontrados no cotidiano das residências concentram grande parte do problema. No 3º LIRAa, 43,8% dos criadouros estavam em depósitos móveis, como bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas. Outros 39,8% estavam em recipientes passíveis de remoção, entre eles plásticos, latas, garrafas e pneus. Reservatórios destinados ao armazenamento de água responderam por 9%, e depósitos fixos, como ralos e caixas de passagem, por 7,4%.
A Vigilância em Saúde Ambiental reforça que cada morador deve fazer, pelo menos uma vez por semana, uma vistoria completa no imóvel.
Além disso, outras medidas que combatem a dengue são limpar recipientes que acumulem água, manter caixas-d’água tampadas, higienizar bebedouros de animais e pratos de plantas, verificar ralos, calhas e caixas de passagem e dar a destinação correta aos materiais sem uso.














