Uma senhora de 72 anos aguarda há 10 dias por uma cirurgia ortopédica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis, enquanto a família expressa preocupação e indignação com a situação. O filho da paciente relata que a mãe, vítima de um atropelamento no dia 3 de maio, fraturou o tornozelo e foi levada para a UPA pelo SAMU. Após realizar exames de raio X, os médicos decidiram interná-la devido à necessidade de tomar anticoagulantes, devido a um histórico de trombose.
Segundo o relato do filho, o médico classificou sua mãe como prioridade devido à sua idade avançada. No entanto, passados esses 10 dias de internação, a família se depara com uma situação angustiante. Outros pacientes mais jovens, com problemas semelhantes, foram internados e operados, enquanto sua mãe continua na UPA, esperando.
“Estão deixando a gente para morrer”, lamenta a idosa, expressando sua angústia diante da espera e das condições na unidade de saúde. Seu filho desabafa, observando que viu pacientes mais novos que sua mãe sendo liberados após cirurgia, enquanto ela permanece na UPA. Ele questiona se sua mãe realmente está como prioridade na lista do SUSFACIL, o sistema de regulação de vagas para procedimentos médicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Ontem à noite teve um paciente lá, no mesmo setor que ela estava, foi transferido para o São João de Deus. O rapaz tem 27 anos, com fraturas simples no tornozelo. Então eu acho assim, eu não sei se é o SUSFACIL, ou se são os hospitais e médicos, enfim, o que está acontecendo”, questiona o filho, apontando a priorização dos casos.
Nossa reportagem entrou em contato com a UPA de Divinópolis e a resposta que ela aguarda regulação para cirurgia ortopédica pelo central SUSfacil















