A paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo permanece ativa mesmo após decisão judicial que determina a retomada parcial dos serviços. A informação foi confirmada pelo advogado do sindicato da categoria, Wesley, após reunião com representantes do consórcio responsável pela operação do sistema.
Segundo o sindicato, uma reunião realizada no fim da tarde com o consórcio Transoeste não trouxe avanços nas negociações. A proposta apresentada pelos empresários manteve os mesmos termos já divulgados anteriormente pela prefeita Janete Aparecida, sem novas concessões à categoria.
Durante o encontro, também foi informado que o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região concedeu liminar determinando a circulação de pelo menos 60% da frota de ônibus a partir da intimação oficial das partes. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 30 mil tanto para o sindicato dos trabalhadores quanto para o setor patronal.
Apesar da decisão judicial, o sindicato afirma que ainda não foi formalmente intimado, mas optou por antecipar as orientações aos trabalhadores. Em assembleia realizada na porta da empresa, os profissionais decidiram manter o movimento grevista, seguindo as diretrizes sindicais.
De acordo com Wesley, a continuidade da paralisação também considera a proximidade de uma audiência de conciliação marcada para o próximo dia 22, às 10h, em formato virtual. A expectativa é de que o encontro reúna representantes das duas partes envolvidas na negociação, com mediação da Justiça do Trabalho.
A greve teve início na madrugada e segue impactando o transporte público, gerando transtornos para usuários. A definição sobre a manutenção de 30% ou ampliação para 60% da frota ainda dependerá da formalização da decisão judicial e dos próximos desdobramentos legais.











