Frei Orlando, que estudou em Divinópolis, tem o nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A homenagem foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (4), por meio da Lei 15.483. Além disso, o religioso capitão capelão do Exército na Segunda Guerra Mundial, falecendo na Itália em 1945, poucos dias antes da tomada do Monte Castelo. Por isso, confira a seguir a trajetória de frei Orlando e sua ligação com Divinópolis.
O que diz a lei que transforma frei Orlando em herói da Pátria?
- A Lei 15.483 inscreve o nome de frei Orlando no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, publicada em 4 de agosto.
- Frei Orlando ingressou aos 12 anos no Seminário Seráfico dos Franciscanos, em Divinópolis.
- Ele serviu como capitão capelão da FEB na 2ª Guerra Mundial e morreu em 20 de fevereiro de 1945, aos 32 anos.
- Desde 1946, é patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército.
- Divinópolis celebrou o centenário de seu nascimento com eventos ao lado do Exército e da Diocese.
Confira também: outras homenagens a frei Orlando e a história do Seminário Seráfico em Divinópolis.
O que diz a lei que transforma frei Orlando em herói da Pátria?
A homenagem a ele teve origem no Projeto de Lei 1.076/2023, do ex-deputado federal Paulo Fernando (Republicanos-DF). Aprovado na Câmara em 2025 e no Senado em 9 de julho de 2026, com relatoria do senador Flávio Arns (PSB-PR). Consequentemente, o texto seguiu para sanção presidencial e foi publicado como Lei 15.483 em edição extra do Diário Oficial da União. Segundo a Agência Senado, o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria registra, em páginas de aço, o nome de brasileiros ou grupos de brasileiros que dedicaram a vida em defesa do país, e a obra está guardada no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Como foi a formação de frei Orlando em Divinópolis?
Nascido em Morada Nova (MG), em 1913, Antônio Álvares da Silva começou os estudos religiosos em Divinópolis, ingressando aos 12 anos no Seminário Seráfico dos Franciscanos. Portanto, foi na cidade que ele iniciou sua trajetória religiosa, antes de viajar para a Holanda para continuar a formação. Ao retornar, foi ordenado sacerdote, adotou o nome religioso de frei Orlando e passou a atuar no magistério no Colégio Santo Antônio, em São João Del-Rei.
Qual foi a trajetória de frei Orlando na 2ª Guerra Mundial?
Em São João Del-Rei, o frade também atuou na área social, distribuindo a “Sopa dos Pobres” com ajuda de militares do 11º Regimento de Infantaria. Sobretudo por esse vínculo, quando o regimento convocado para integrar a Força Expedicionária Brasileira (FEB), frei Orlando se apresentou voluntariamente para servir como capelão militar e seguiu para a Europa. Seu primeiro trabalho na guerra foi celebrar uma missa na catedral de Pisa para os pracinhas brasileiros.
Às vésperas da tomada de Monte Castelo, em 20 de fevereiro de 1945, durante uma visita à linha de frente para prestar assistência religiosa aos soldados, frei Orlando morreu aos 32 anos, vitimado por um tiro acidental disparado por um partisan, integrante da resistência italiana ao nazifascismo. No ano seguinte, o governo brasileiro o escolheu como patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército, em reconhecimento à sua atuação social e espiritual.
Como Divinópolis já homenageou frei Orlando?
Por fim, a cidade celebrou com destaque o centenário do nascimento de frei Orlando, com eventos organizados em parceria com o Exército Brasileiro e a Diocese de Divinópolis. Ainda assim, a nova homenagem nacional, com a inscrição no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, reforça a memória do religioso que iniciou sua formação na cidade e depois se tornou uma referência histórica para o Exército brasileiro.











