A Exaltação da Santa Cruz é celebrada pela Igreja Católica neste 14 de setembro e, para Frei Jacir de Freitas Faria, a data convida os cristãos a refletirem sobre o significado da cruz na fé. Em uma reflexão, o religioso recorda aspectos da tradição cristã, relaciona a cruz à história do cristianismo e destaca a importância desse símbolo como expressão da presença de Deus e da esperança.
Frei Jacir também chama atenção para uma iniciativa que ganhou significado especial em Divinópolis: a construção da Cruz de Todos os Povos. Segundo o religioso, o projeto busca representar a união entre diferentes povos e nações e recordar a mensagem cristã de vida, libertação e fraternidade.
Por que a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz em 14 de setembro?
A celebração da Exaltação da Santa Cruz ocorre em 14 de setembro e está ligada à tradição cristã de veneração da cruz de Jesus. Frei Jacir recorda os primeiros séculos do cristianismo, outros símbolos utilizados pelos seguidores de Cristo, entre eles o peixe.
O peixe ganhou destaque na tradição cristã por sua associação com a palavra grega “ichthys”, utilizada como acróstico para uma profissão de fé em Jesus Cristo. A expressão reúne palavras gregas relacionadas a Jesus Cristo, Filho de Deus e Salvador.
Com o passar dos séculos, a cruz assumiu lugar central na identidade visual e litúrgica dos cristãos. Para Frei Jacir, a mudança representa também uma compreensão mais profunda da fé cristã, que reconhece na cruz não apenas o sofrimento, mas a vitória e a esperança.
Qual é a relação de Santa Helena com a história da Santa Cruz?
Na tradição cristã, Santa Helena, mãe do imperador Constantino, está associada à descoberta da cruz de Jesus em Jerusalém. Frei Jacir retoma essa tradição ao mencionar a peregrinação de Helena à região do Calvário. A identificação de uma cruz utilizada na crucificação.
Relatos tradicionais atribuem à descoberta um sinal considerado extraordinário. Segundo a narrativa apresentada pelo religioso, pessoas doentes levadas até o local e alcançado a cura após o contato com a cruz. Episódio interpretado como confirmação de sua autenticidade.
A tradição de Santa Helena, entretanto, mistura elementos históricos, religiosos e relatos devocionais desenvolvidos ao longo dos séculos. Por isso, a localização e a identificação da chamada Vera Cruz pertencem principalmente ao campo da tradição cristã.
Como Constantino e a cruz aparecem nessa tradição?
Frei Jacir também recorda a relação entre a cruz e o imperador Constantino. A tradição afirma que, antes da batalha da Ponte Mílvia, em 312, Constantino teria recebido uma visão associada à cruz e à mensagem de que venceria sob aquele sinal.
A batalha ocorreu em 28 de outubro de 312, nas proximidades de Roma, e terminou com a vitória de Constantino sobre Maxêncio. O episódio se tornou um marco na história do cristianismo e sendo associado à aproximação do imperador com a fé cristã.
No ano seguinte, Constantino e Licínio estabeleceram o chamado Édito de Milão, em 313. A medida assegurou liberdade de culto no Império Romano e encerrou políticas oficiais de perseguição aos cristãos, embora o cristianismo só viesse a se tornar religião oficial do Império décadas depois, no governo de Teodósio I.
O que a cruz representa para os cristãos?
Na reflexão, Frei Jacir reforça que celebrar a cruz não significa exaltar o sofrimento por si mesmo. Para o religioso, a cruz compreendida a partir da mensagem cristã de superação, libertação e vida.
“Celebrar a cruz é celebrar essa presença de Deus encarnado que morreu, sofreu e quer nos libertar”, afirma Frei Jacir na reflexão. A mensagem apresentada pelo religioso coloca a cruz como sinal de esperança e como elemento capaz de unir povos e comunidades.
A cruz passou, ao longo da história, a ocupar espaços importantes na liturgia cristã, na arquitetura religiosa, nas vestes sacerdotais e na devoção popular. Consequentemente, tornou-se um dos principais símbolos associados à identidade cristã.
Como a Cruz de Todos os Povos se relaciona com essa mensagem?
Frei Jacir destaca ainda a construção da Cruz de Todos os Povos, em Divinópolis, como uma expressão contemporânea dessa tradição. O projeto pretende erguer na cidade um monumento religioso dedicado à representação dos povos e nações.
Para o religioso, a iniciativa estabelece uma ligação entre a tradição da cruz e a realidade local. A obra busca recordar, portanto, a presença de Deus encarnado e uma mensagem de união, fraternidade e vida para diferentes comunidades.
A proposta também amplia o significado da celebração de 14 de setembro para além da dimensão histórica. Em resumo, a Exaltação da Santa Cruz se transforma em oportunidade para recordar a fé e incentivar a participação em iniciativas que expressem valores cristãos na sociedade.
Como participar da Cruz de Todos os Povos em Divinópolis?
Ao final da reflexão, Frei Jacir convida a comunidade a conhecer e participar do projeto da Cruz de Todos os Povos. Portanto a iniciativa é apresentada como uma oportunidade de contribuir para a construção de um símbolo religioso dedicado à união entre povos e nações.
Em síntese, a reflexão propõe que a cruz seja contemplada não apenas como lembrança de um acontecimento do passado, mas como sinal permanente de esperança. Visto que, para conhecer o projeto e acompanhar as ações em Divinópolis, o próximo passo é procurar os responsáveis pela Cruz de Todos os Povos e verificar as formas disponíveis de participação.















