Uma família procurou o Portal MPA denunciando e cobrando esclarecimentos após uma criança autista de 7 anos retornar diversas vezes com ferimentos de uma Escola Estadual de Educação Especial, em Divinópolis. Segundo a mãe, a menina é autista não verbal, condição que dificulta relatar o que acontece durante o período em que permanece na unidade de ensino.
De acordo com a responsável, os episódios ocorreram em diferentes ocasiões e, diante da ausência de respostas consideradas satisfatórias, ela decidiu procurar a Polícia Militar para registrar a ocorrência.
Mãe afirma que filha voltou machucada em diferentes ocasiões
Segundo a família, a criança apresentou ferimentos em mais de uma oportunidade após retornar da escola.
Em um dos casos, conforme relatado pela mãe, a explicação recebida foi de que a menina teria batido em uma porta.
No entanto, ela afirma que novos episódios aconteceram, aumentando a preocupação sobre o que estaria ocorrendo durante o período em que a filha permanece na instituição.
Como a criança não se comunica verbalmente, a família relata depender das informações repassadas pela escola para compreender as circunstâncias dos ferimentos.
Família diz que tentou contato com a escola, mas não obteve resposta
Após o episódio mais recente, a mãe afirma que tentou contato com a direção da escola por diferentes meios.
Segundo ela, foi deixado um recado na agenda escolar da filha e também foram enviadas mensagens pelo WhatsApp da unidade e da diretora.
A responsável afirma possuir registros dessas tentativas de comunicação e diz que não recebeu retorno aos questionamentos feitos.
Reunião terminou sem explicações, segundo relato
Ainda conforme a mãe, nesta terça-feira (4), ela participou de uma reunião na escola para buscar esclarecimentos.
Durante o encontro, voltou a questionar os ferimentos apresentados pela filha. Segundo seu relato, a diretora informou que não sabia explicar como a criança havia se machucado.
A mãe também afirma que se sentiu mal atendida durante a conversa e, diante da falta de respostas, decidiu formalizar um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), questionando quais providências serão adotadas diante do caso e se haverá apuração administrativa.
Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais não havia respondido aos questionamentos enviados pelo Portal MPA. O espaço permanece aberto para manifestação da pasta e da direção da unidade escolar, e a matéria será atualizada caso haja retorno oficial.














