O comércio online no Dia das Crianças ganhou espaço expressivo nas intenções de compra de 2026, aproximando-se do varejo presencial em Minas Gerais. Segundo pesquisa da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG), 43,8% dos entrevistados que pretendem presentear devem comprar em lojas físicas, enquanto 37,5% vão escolher as lojas virtuais.
Outros 18,8% dos consumidores afirmam que vão utilizar os dois canais na mesma jornada de compra. Portanto, o levantamento reforça um comportamento em que o consumidor transita com mais frequência entre diferentes canais antes de fechar negócio.
Como estão as intenções de compra para o Dia das Crianças? Resumo em 30 segundos
- 53,3% dos entrevistados pretendem presentear uma criança neste ano.
- Tíquete médio previsto é de R$ 189,70, queda de 4,95% em relação a 2025.
- 37,5% das compras devem ser feitas em lojas virtuais, ante 8% em 2025.
- Brinquedos seguem na liderança das preferências, com 60,5% das respostas.
- Cartão de crédito é o meio de pagamento mais citado, por 53,1% dos consumidores.
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Por que o comércio online cresceu tanto em relação a 2025?
A mudança de comportamento fica evidente na comparação com o ano anterior. Em 2025, 60% dos consumidores consultados indicavam preferência pelas lojas físicas, e apenas 8% pelo online. Por isso, o salto do canal virtual para 37,5% neste ano representa uma das mudanças mais expressivas já registradas pela pesquisa da FCDL-MG.
Para o economista da FCDL-MG, Vinicius Carlos Silva, os números mostram que a jornada de compra está cada vez mais diversificada. “O consumidor tem hoje muito mais facilidade para pesquisar preços, comparar produtos e decidir onde concluir a compra. O crescimento do online não significa necessariamente uma perda de relevância da loja física”, avalia.
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Mais consumidores pretendem presentear neste ano?
Sim. A pesquisa traz uma perspectiva positiva para o comércio: 53,3% dos entrevistados afirmam que vão presentear alguma criança neste ano, ante 43,9% em 2025. Consequentemente, mais famílias devem movimentar o varejo mineiro na data, mesmo diante de um cenário de orçamento mais apertado.
Entre quem não pretende comprar presentes, a principal justificativa é não ter crianças para presentear, citada por 60,7% dos entrevistados. Motivos financeiros aparecem na sequência, mencionados por 32,1%, enquanto 7,1% dizem simplesmente não ter o costume de presentear na data.
Por que o tíquete médio caiu mesmo com mais gente comprando?
O avanço na intenção de compra vem acompanhado de maior controle do orçamento. O valor médio previsto para o presente é de R$ 189,70, ante R$ 199,58 no ano passado, uma redução de 4,95%. Sobretudo, esse movimento mostra famílias mais dispostas a participar da data, mas também mais atentas aos gastos.
“O crescimento da parcela de consumidores dispostos a comprar é um sinal importante para o varejo. Ao mesmo tempo, o tíquete mostra que as famílias continuam atentas ao orçamento. Nesse cenário, preço, promoções e condições de pagamento podem ter peso ainda maior na decisão”, explica Vinicius Carlos Silva.
O que os consumidores pretendem comprar e como vão pagar?
Os brinquedos permanecem como protagonistas da data, aparecendo na preferência de 60,5% dos consumidores. Roupas ocupam a segunda posição, com 23,3%, seguidas por chocolates (9,3%) e calçados (7%).
Na forma de pagamento, o cartão de crédito segue na liderança, citado por 53,1% dos entrevistados. O Pix aparece na sequência, com 28,1%, enquanto 12,5% pretendem utilizar cartão de débito. Boleto e crediário foram mencionados por 3,1% cada um dos respondentes.
Na avaliação do economista, os resultados reforçam a necessidade de o comércio acompanhar um consumidor que combina maior disposição para participar da data com atenção ao orçamento. “Não basta mais pensar apenas no ponto de venda ou apenas no digital. Para o lojista, estar preparado para essa jornada pode fazer diferença na conversão das vendas”, conclui.
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