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Relembre brincadeiras que marcaram a infância em Divinópolis

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Quais brincadeiras marcaram a infância em Divinópolis antes dos celulares?

  • Rua, calçada e quintal eram os principais cenários de diversão das crianças.
  • Brincadeiras como amarelinha, pião e bolinha de gude atravessaram gerações.
  • Bairros como Niterói, Esplanada, Porto Velho e Catalão tinham suas próprias turmas.
  • Jogos coletivos, como queimada e roubar bandeira, reuniam grupos maiores.
  • Muitas dessas brincadeiras seguem vivas na memória

As brincadeiras que marcaram a infância em Divinópolis aconteciam longe das telas, espalhadas por ruas, calçadas, quintais e campos de terra. Antes dos videogames, da internet e dos smartphones, bastava reunir os amigos da vizinhança para transformar qualquer espaço em um grande parque de diversão. Por isso, relembrar essas brincadeiras é também relembrar como era o cotidiano das crianças na cidade décadas atrás.

Muitas dessas brincadeiras atravessaram gerações e ainda despertam nostalgia. No Niterói, Esplanada, Porto Velho, Catalão, Interlagos, Afonso Pena, Planalto ou nas comunidades rurais, sempre havia uma turma reunida no fim da tarde, brincando até o anoitecer.

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Quais brincadeiras de chão e habilidade individual fizeram sucesso?

Amarelinha — com um pedaço de giz, as crianças desenhavam dez casas numeradas no chão e, no final, o famoso “céu”. O desafio era percorrer todo o trajeto pulando com um ou dois pés, sem pisar nas linhas, em alguns casos lançando uma pedrinha para recolher durante o percurso.

Pião — o pião de madeira era um dos brinquedos mais disputados. Bastava enrolar o barbante e lançá-lo com força para vê-lo girar, em competições para saber qual pião rodava por mais tempo ou derrubava o do adversário.

Finca — muito popular na zona rural e em bairros com ruas de terra, consistia em lançar um objeto pontiagudo no chão para delimitar territórios. Vencia quem conquistasse mais espaço sem errar o lançamento.

Bolinha de gude — muito famosas e valiosas, faziam sucesso entre meninos e meninas. Em um círculo ou triângulo desenhado na terra, o objetivo era acertar as bolinhas dos adversários e conquistá-las.

Cair no poço — As crianças vendavam os olhos de um participante, que precisava identificar quem os demais apontavam. A brincadeira fez sucesso em diversos bairros de Divinópolis.”Cai no Poço, quem me tira”…

Quais brincadeiras coletivas dominavam ruas e quintais?

Roubar bandeira — duas equipes dividiam o campo e cada uma protegia sua bandeira. O objetivo era invadir o território adversário, capturar a bandeira do outro time.

Queimada — uma das brincadeiras preferidas nas escolas e nas ruas. Dois times tentam eliminar os adversários acertando com a bola de meia, e o jogo conforme as regras combinadas.

Pega-pega — não precisava de nenhum material, apenas disposição para correr. Um participante era o pegador e precisava alcançar os demais antes que chegassem ao local considerado seguro.

Esconde-esconde — enquanto uma criança contava de olhos fechados, as outras procuravam os melhores esconderijos. A emoção estava em voltar até o pique sem ser encontrado, especialmente nas partidas que se estendiam até o anoitecer.

Quais brincadeiras de roda e raciocínio completavam as tardes?

Passar anel — uma brincadeira simples que reunia várias crianças. Uma pessoa escondia um anel entre as mãos dos participantes e todos tentavam descobrir quem havia ficado com o objeto.

Telefone sem fio — as crianças formavam uma roda e uma frase era dita no ouvido do primeiro participante, seguindo de pessoa em pessoa até chegar ao último, que dizia em voz alta o que ouviu, quase sempre bem diferente da frase original.

Adedanha (Stop) — com papel e caneta, os participantes escolhiam categorias como nome, cidade, animal, fruta e profissão. Após definir uma letra, todos precisavam preencher as respostas antes dos adversários.

Por que essas brincadeiras ainda fazem sentido hoje?

Segundo reportagem da Super Rádio Tupi, o aumento da circulação de veículos, a maior preocupação das famílias com segurança e a atração por telas contribuíram para a redução das brincadeiras de rua nas últimas décadas em diferentes cidades brasileiras. Consequentemente, esse mesmo movimento também foi sentido nos bairros de Divinópolis, onde ruas antes cheias de crianças hoje têm menos movimento espontâneo no fim da tarde.

Ainda assim, essas brincadeiras ensinaram amizade, trabalho em equipe, respeito às regras, criatividade e convivência. Eram momentos em que a rua se transformava em espaço de lazer e a imaginação fazia o restante, sem depender de nenhum aparelho eletrônico.

Sobretudo, cada bairro de Divinópolis tinha suas próprias adaptações dessas brincadeiras, o que reforça o caráter coletivo e comunitário dessas memórias. Na prática, resgatar essas lembranças ajuda a entender como a infância era vivida na cidade antes da era digital.

E você, qual dessas brincadeiras fez parte da sua infância em Divinópolis? Tem alguma que ficou de fora da lista?

Crianças brincando antes da era dos celulares
Brincadeiras de rua marcaram gerações em bairros de Divinópolis [Crédito: Gerada por IA]