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Apreensões de Mounjaro e emagrecedores ilegais disparam em Divinópolis e região; veja dados

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O avanço do comércio irregular de medicamentos para emagrecimento, especialmente a tirzepatida, princípio ativo conhecido por marcas como Mounjaro, tem mobilizado forças de segurança em Divinópolis e cidades da região. Só em 2026, em pelo menos quatro grandes ocorrências, operações policiais apreenderam mais de 660 unidades e frascos de emagrecedores, além de outros produtos irregulares, e levaram à prisão 12 pessoas.

O maior caso foi registrado em Divinópolis, na MG-050, onde quatro pessoas foram presas transportando 512 ampolas de tirzepatida, além de sete caixas de retatrutide e 45 caixas de perfumes e cosméticos trazidos do Paraguai. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, os produtos não tinham documentação fiscal e o caso foi tratado como descaminho (relembre o caso).

Também na MG-050, em Pimenta, um casal foi preso com 45 unidades de tirzepatida e 15 caixas de testosterona. Conforme a polícia, os medicamentos teriam sido adquiridos na fronteira com o Paraguai e seriam levados para Pará de Minas (relembre o caso).

Em Carmo do Cajuru, outra fiscalização resultou na prisão de quatro pessoas com 13 caixas de Mounjaro e 12 caixas de sildenafila, o Viagra. O grupo afirmou que os produtos seriam levados para Belo Horizonte (relembre o caso).

Já em Iguatama, a Polícia Civil deflagrou a operação Slim Body e recolheu 96 frascos de substâncias utilizadas irregularmente para emagrecimento, entre elas tirzepatida e retatrutida. A investigação apontou a atuação de um casal suspeito de vender e aplicar os medicamentos de forma clandestina, inclusive com divulgação pelas redes sociais (relembre o caso).

Somados, os casos mostram uma escalada do mercado paralelo desses produtos, seja por contrabando internacional, descaminho ou comércio clandestino pela internet. Além das apreensões, as ocorrências acendem alerta para os riscos sanitários do uso de medicamentos sem procedência comprovada e fora das normas da Anvisa.

As operações também revelam uma rota recorrente envolvendo produtos vindos do Paraguai e distribuídos para cidades mineiras, com a Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Civil e Polícia Militar Rodoviária intensificando o combate ao esquema. As investigações continuam.