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Advento do terror, do medo do fim do mundo, das mudanças de estruturas e da esperança

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O texto sobre o qual vamos refletir hoje é Lc 21,25-28.34-36. A Igreja propõe a leitura de textos apocalípticos e escatológicos (fim dos tempos) no tempo litúrgico do Advento, tempo de espera para celebrar o Natal, bem como de catequese espiritual. Por que refletir sobre catástrofes, fim do mundo como preparação para celebrar a memória do nascimento de Jesus e a promessa de sua nova vinda, chamada de Parusia? Trata-se de medo ou de modo de apresentar o triunfo de Deus sobre a história humana?

Primeiro, uma breve explicação do advento, palavra latina que significa “uma vinda, aproximação ou chegada”. Nas religiões do império romano, advento simbolizava a visita de uma divindade ao seu templo, bem como de pessoas ilustres e imperadores às cidades e províncias do império. Foi a partir do século IV que o cristianismo passou a utilizar o termo advento para celebrar o Natal, visto que já estava bem conhecido o uso do termo também grego, Parusia, para falar da segunda vinda de Cristo.

Frei Jacir é doutor em Teologia Bíblica pela FAJE (BH). Mestre em Ciências Bíblicas (Exegese) pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Professor de Exegese Bíblica. É membro da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB). Sacerdote Franciscano. Autor de doze livros e coautor de quinze. Canal no YouTubeFrei Jacir Bíblia e Apócrifos. Última publicação: Os murais do Santuário Santo Antônio, de Divinópolis (MG), no simbolismo do Três na Trindade e na Crucifixão de Jesus: interpretação bíblica, teológica, catequética e franciscana das pinturas de Frei Humberto Randang (Belo Horizonte: Província Santa Cruz, 2024).