Adélia Prado no Prêmio Jabuti marcou a noite de terça-feira (27) para Divinópolis. A poeta foi uma das cinco finalistas da categoria Poesia, com O Jardim das Oliveiras, da Editora Record, na cerimônia da 68ª edição, realizada na Sala São Paulo, em São Paulo. O escritor divinopolitano Gustthavo Majory também esteve na festa.
Além disso, o prêmio da categoria ficou com Alberto Martins, por Boris e Marina, da Companhia das Letras. Por isso, Adélia não levou a estatueta, mas a indicação aos 90 anos reforçou o destaque do livro. A seguir, veja os divinopolitanos e os mineiros presentes na noite e como foi a premiação.
O que você precisa saber sobre a noite do Jabuti em 30 segundos?
- Adélia Prado foi finalista em Poesia com O Jardim das Oliveiras (Record), mas não venceu.
- Alberto Martins ganhou a categoria com Boris e Marina (Companhia das Letras).
- Gustthavo Majory, de Divinópolis, convidado pelo curador Hubert Alquéres, embora não tenha ficado entre os cinco finalistas.
- Ninfa Parreiras, natural de Itaúna, representou Lygia Bojunga, Personalidade Literária de 2026.
- A cerimônia premiou 23 categorias, na terça-feira (27), na Sala São Paulo.
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Como foi a participação de Adélia Prado no Prêmio Jabuti?
Adélia Prado, de 90 anos, concorreu em Poesia com O Jardim das Oliveiras, publicado em 2025 pela Record. A obra marca o retorno da autora aos livros inéditos depois de mais de uma década, e a indicação colocou o título em evidência no prêmio literário mais tradicional do país. A poeta, no entanto, não foi a vencedora da categoria.
A trajetória da autora com o Jabuti é antiga. Segundo veículos que cobriram a lista de finalistas, ela conquistou o prêmio em 1978, na categoria Poesia, com O Coração Disparado. Na semana anterior, Adélia também venceu o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026, na categoria Poesia, com o mesmo livro, segundo o Portal Impactto. A reportagem não localizou se ela esteve presente na cerimônia.
Quem venceu a categoria Poesia do Prêmio Jabuti 2026?
O vencedor foi Alberto Martins, com Boris e Marina, da Companhia das Letras, segundo a lista divulgada após a cerimônia pelo Quatro Cinco Um. Os outros finalistas foram Bárbara Mançanares, Adriana Lisboa, Nina Rizzi e a própria Adélia Prado.
- Vencedor: Boris e Marina, de Alberto Martins (Companhia das Letras).
- Finalistas: A dança áspera das raízes (Bárbara Mançanares, Praga); Antes de dar nomes ao mundo (Adriana Lisboa, Relicário); Diáspora não é lar (Nina Rizzi, Pallas); O Jardim das Oliveiras (Adélia Prado, Record).
Quem é Gustthavo Majory e por que ele foi convidado para a cerimônia?
Gustthavo Majory concorreu na categoria Biografia e Reportagem com Entendendo o Tempo, da Meus Ritmos Editora. O livro não chegou à lista final dos cinco selecionados. Ainda assim, ele foi convidado para a cerimônia diretamente por Hubert Alquéres, curador do prêmio. Majory integra a Academia Divinopolitana de Letras, onde ocupa a cadeira nº 8.
“Eu confesso que fiquei surpreso com o convite, afinal não são todas as pessoas que se inscrevem que são chamadas. E o convite vindo diretamente do Hubert foi mais especial ainda”, afirmou Majory.
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Que papel teve Ninfa Parreiras, de Itaúna, na cerimônia?
A participação mineira na 68ª edição do Prêmio Jabuti também contou com a presença da escritora Ninfa Parreiras, natural de Itaúna. Na ocasião, ela representou Lygia Bojunga, homenageada como Personalidade Literária do Prêmio Jabuti 2026. Além disso, a escolha, anunciada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), reconhece a trajetória da autora e a contribuição de sua obra para diferentes gerações de leitores, conforme noticiado pelo jornal O Liberal.
Com atuação no Rio de Janeiro, Ninfa Parreiras desenvolve um trabalho voltado à formação de crianças e ao incentivo à descoberta de novos leitores. Dessa maneira, sua atuação contribui para aproximar o público infantil dos livros e ampliar o contato com a literatura desde os primeiros anos.
Nesse contexto, a presença da escritora de Itaúna na solenidade estabeleceu uma conexão entre a homenagem a Lygia Bojunga e o incentivo à leitura. Além de valorizar a trajetória de uma autora reconhecida na literatura brasileira, a participação também destacou a importância da formação de leitores e da literatura infantojuvenil. Assim, a presença mineira reforçou a ligação entre a valorização da produção literária e o estímulo ao interesse das novas gerações pelos livros.
O que é o Prêmio Jabuti e como foi a edição de 2026?
O Prêmio Jabuti é promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e reúne anualmente profissionais e representantes de diferentes áreas do mercado editorial brasileiro. Nesta 68ª edição, o evento reuniu profissionais do setor, autoridades, editores e nomes da cultura. Além disso, a premiação contemplou 23 categorias, distribuídas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.
De acordo com a divulgação oficial, a edição recebeu 4.675 inscrições, evidenciando a diversidade de obras e projetos que concorrem ao reconhecimento. Além do prestígio no cenário literário nacional, cada vencedor recebe uma estatueta e um prêmio em dinheiro de R$ 5 mil.
Dessa forma, o Jabuti mantém sua relevância como uma das principais premiações do mercado editorial brasileiro. Ao reconhecer autores e profissionais de diferentes segmentos, a iniciativa também contribui para ampliar a visibilidade da produção literária nacional e valorizar o trabalho desenvolvido em toda a cadeia do livro.














