A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), confirmou que aproximadamente dez detentos testaram positivo para a Covid 19, no presídio de Divinópolis.
A reportagem do Sistema MPA entrou em contato na manhã desta segunda-feira (15), com a assessoria da Sejusp, sendo que esta por meio de nota informou que, a Secretaria por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), conforme o levantamento às 10h desta segunda-feira (15), há 10 presos com diagnóstico positivo para a covid-19 no Presídio.
Os
custodiados cumprem período de quarentena dentro da unidade
prisional, acompanhados pelas equipes de saúde da unidade,
assintomáticos ou com sintomas leves da doença. As alas em que se
encontram estão isoladas e são
rotineiramente desinfectadas.
Em
relação as visitas, estas foram suspensas devido ao fato de
Divinópolis encontrar-se na Onda Roxa, em que não são autorizadas
visitas presenciais. A Secretaria informou ainda que as
principais ações estão sendo realizadas para prevenir e controlar a
disseminação do coronavírus nas unidades prisionais de Minas
Gerais:
Foi
adotado um modelo pioneiro no país de circulação restrita de
detentos no período de pandemia, classificado como referência pelo
Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para evitar a
contaminação por novos presos, foram criadas 30 unidades de
referência, distribuídas em todo o território mineiro, que
funcionam como centros de triagem e portas de entrada para novos
custodiados do sistema prisional.
Todas
as pessoas presas em Minas Gerais estão sendo encaminhadas para uma
unidade específica em cada região e ficam, pelo menos, 15 dias, em
quarentena e observação, evitando possível contágio caso fossem
encaminhadas de imediato para outras unidades. Após a observação e
atestada a sua saúde, são encaminhadas para as demais unidades
prisionais do Estado.
Cuidados
com quem já está preso: No caso de presos que já se
encontram no sistema prisional, caso apresentem sintomas da
covid-19, o protocolo é o seguinte: isolamento imediato, realização
de exames e, em caso de confirmação, tratamento segundo protocolo
da área da Saúde. Em todas as unidades em que há presos com
covid-19 confirmados, a desinfecção do ambiente também é imediata e
todos os demais detentos passam a usar máscaras, de forma
preventiva.
Evitar
o contágio via profissionais de segurança: Imprescindíveis
para a segurança das unidades, os profissionais estão com as
escalas de trabalho dilatadas, de forma a diminuir a circulação
desses servidores intra e extramuros.
Evitar
a circulação de presos para realização de
audiências: Foram instalados equipamentos para a
realização de videoconferências judiciais em todas as unidades
prisionais que estão, aos poucos, se adaptando para uso dessa
ferramenta. Com isso, evita-se o deslocamento da maioria dos presos
para o ambiente extramuros e diminui-se o risco de contágio pelo
coronavírus.
Já
foram realizadas mais de 16 mil videoconferências judiciais neste
período de pandemia – uma parceria com o Poder Judiciário que deve
se estender no período pós pandemia por resultar em ganhos
positivos para todos os atores envolvidos.
Limpeza
geral e desinfecção de ambientes: As áreas estruturais
como celas, pátios, áreas administrativas e técnicas, portarias,
guaritas e, também, veículos estão passando por higienização
reforçada, semanal, durante a pandemia.
Máscaras
e EPIs: O sistema prisional está produzindo máscaras para uso
nas próprias unidades e segurança de todos. No interior das
unidades prisionais já foram produzidas 4,5 milhões de máscaras por
custodiados. Todos os servidores são obrigados a circular no
interior das unidades de EPIs e, a eles, este material é fornecido
sistematicamente. Os presos também utilizam máscaras quando estão
com algum sintoma suspeito ou quando pertencem a alas ou pavilhões
onde outro detento foi testado positivo para a doença.















