Professores criticam matéria da Gazeta do Oeste que mostrou indignação por aulas em containers

Postado em 09/02/2017 21:45

containers

Uma reportagem publicada pelo jornal “Gazeta do Oeste” causou grande repercussão nas redes sociais nesta semana em Divinópolis. A reportagem, trazia a manifestação de indignação de alguns estudantes por não concordarem com as novas salas de aula em drywall que estariam sendo construídas pela Faculdade Pitágoras. Os estudantes chegaram a comparar as salas com containers.

Para um site local, o Divinews, a faculdade que ainda não produziu nenhuma nota oficial, mesmo diante da grande repercussão, chegou a afirmar que as aulas nestes espaços seriam apenas temporárias e que em breve um novo bloco seria construído.

A reportagem da Gazeta do Oeste porém inflou os ânimos e logo alguns professores, em especial do curso de jornalismo, passaram a criticar a qualidade da imprensa divinopolitana nas redes sociais. A postura logo causou estranheza já que os professores são da área de comunicação e estariam criticando o modelo de jornalismo denúncia que em muitos momentos foi responsável por transformações sociais e por defender os direitos dos que tem pouco acesso aos mesmos. 

É válido ressaltar que o jornal aparenta ter cumprido seu papel de ouvir as partes envolvidas, mas até o fechamento da edição não tinha obtido um posicionamento da instituição. Ainda assim, os professores, um deles assessor parlamentar e o outro apresentador de jornal televisivo, preferiam criticar a forma de trabalho do impresso:

Confiram a reportagem da Gazeta do Oeste que gerou a polemica:

container“Alunos da Faculdade Pitá­goras fizeram uma represen­tação contra a instituição no Ministério Público (MP). Os estudantes estão revoltados com os “containers” que a faculdade colocou no local para transformar em salas de aulas. A representação foi feita por uma aluna do curso de Direito da faculdade. De acordo com a estudante, que é representante de turma, ela foi até a faculdade na última quinta-feira (2) para conversar com a nova diretora da insti­tuição, Débora Marinho, sobre vários assuntos, entre eles as novas salas implantadas pela faculdade.

Segundo a aluna, após uma espera de mais de três horas, a diretora instituição a recebeu na porta de sua sala e questionou qual o assunto seria tratado. Conforme a estudante, após falar qual o assunto trataria com a dire­tora, a mesma a destratou na frente de outros alunos. “[A diretora] simplesmente gritou comigo, em público, na frente de outros alunos que estavam aguardando no atendimento do SAA. ‘É sobre aquela maté­ria mentirosa daquele tal blog que você veio conversar? Se for, pode dar meia volta e re­tornar, minha querida’”, relata.

Segundo a estudante, mes­mo após os insultos, ela não desistiu de conversar com a diretora, que a atendeu depois de a aluna dizer que iria regis­trar um Boletim de Ocorrência (BO). “Ela somente me aten­deu quando eu disse que faria um Boletim de Ocorrência na PM, por causa das agressões verbais e do deboche”, conta. De acordo com a aluna de Di­reito, a diretora da faculdade se controlou e disse que não queria essa nova estrutura para a instituição, mas não teve como argumentar com o grupo Kroton, responsável pela administração da facul­dade.

Conforme a estudante, a diretora disse que veria até quando a estrutura provisória iria suportar a quantidade de alunos e, caso não aguen­tasse, ela então solicitaria a retirada dos “containers”. A diretora disse ainda que não conhecia a estrutura, mas que havia tido boas referências. A aluna questionou então se a diretora acreditava se a es­trutura seria boa o suficiente, ao que a diretora respondeu. “‘Eu estou de passagem por Divinópolis, meus planos não são de permanecer aqui. Devo ir para Uberlândia em breve, portanto, não tenho como te responder isso’. Como assim? O Pitágoras troca de diretor e coloca uma “diretora-tam­pão” aqui?”, questiona.

REAÇÕES

A estudante solicitou ain­da, que Débora fizesse uma reunião com os representantes de turma, para explicar a situa­ção das novas salas colocadas na instituição. De acordo com a aluna, a diretora disse não ter obrigação de dar satisfação para “grupinho de alunos”. Segundo a estudante, Débora disse que estava na faculdade para implementar o que ela e a empresa acreditavam ser importante para a faculdade. “Eu fiquei completamente desnorteada, e disse a ela que, como diretora, ela deveria sim satisfação aos representantes de turma”, critica.

Conforme a aluna, a di­retora a interrompeu e disse: “Eu nem queria vir para Divi­nópolis, mas vim transferida há pouco tempo. A diretora de Uberlândia quer voltar para BH e estou de passagem aqui. Por isso não quis intervir nessa estrutura provisória!”. Depois da afirmação da diretora da faculdade, a estudante foi embora e entrou em contato com colegas de sala e repre­sentantes do curso de direito da instituição.

A aluna registrou um Bo­letim de Ocorrência e fez uma denúncia no Ministério Pú­blico para que órgão verifi­que a legalidade da estrutura provisória. De acordo com a estudante, além de as “sa­las containers” “serem de péssimo gosto e estrutura deploráveis, elas são velhas e não possuem estrutura para aguentar alunos. Uma tragédia pode acontecer e ela pode ser evitada pela instituição”.

A estudante enviou um e-mail para a diretora da fa­culdade, representantes de turma e colegas de sala in­formando que acionou o MP e registrou um Boletim de Ocorrência contra a faculdade e que acionará outros órgãos para verificar a situação das novas salas. “Acionarei o MEC [Ministério da Educação] e todos os órgãos que foram necessários”, garante.

MANIFESTAÇÃO

Ainda de acordo com a estudante, um grande movi­mento deverá acontecer nessa semana na instituição e na semana seguinte, quando co­meçam as aulas dos calouros.

“Vamos mostrar a todos a força que os alunos da insti­tuição, unidos, possuem dian­te desta busca absurda por lucros, colocando em risco, inclusive, a nossa segurança”, conclui.

PITÁGORAS

A Faculdade Pitágoras, até o fechamento desta edição, não se posicionou sobre o assunto.”

Google Street View

Google Street View

Representante de turma manda e-mail para a imprensa:

Uma das alunas da instituição chegou a enviar e-mail para a imprensa da cidade quando, na condição de representante de turma tentou buscar explicações para o fato:

“Sou aluna de Direito da Faculdade Pitágoras de Divinópolis e estive quinta-feira (02/02) na Faculdade para conversar com a diretoria, entre outras coisas, sobre a estrutura das salas deste semestre, uma vez que fiquei chocada com a matéria do Portal Divinews e Sistema MPA (ambas abaixo). Fui pessoalmente ver a estrutura das tais salas novas e é deprimente o que eu vi. Parece local para colocar entulhos, além de ser uma estrutura velha, que já foi usada em outra Faculdade deste grupo e foi descartada por ela (parece que veio de Uberlândia, segundo a própria diretora, e gerou enorme revolta nos alunos de lá).

http://www.divinews.com/cidade/policia/21505-2017-01-31-20-05-00.html  

http://www.sistemampa.com.br/noticias/educacao/faculdade-pitagoras-diz-que-aulas-em-containers-serao-provisorias/  

O pior ainda estava por vir. Procurei a atual diretora, pois já tinha o costume de procurar pessoalmente a direção, como representante de turma, e sempre era prontamente atendida (nem sempre era resolvido, mas nunca fui desprezada quando procurava pessoalmente coordenadora ou diretoria). A diretora, Sra. Debora, me deixou mais de 3 horas sentada, plantada, esperando pelo atendimento dela. Poderia simplesmente agendar para outro dia né, mas enfim… Ao me atender, me perguntou qual o assunto e, quando eu disse que o assunto era as salas novas e a estrutura, ela, da porta interna do SAA, simplesmentegritou comigo, e m público, na frente de outros alunos que estavam aguardando no atendimento do SAA. “É sobre aquela matéria mentirosa daquele tal blog que você veio conversar? Se for, pode dar meia volta e retornar, minha querida”.  

Depois de 3 horas esperando, é claro que eu não iria arredar pé enquanto ela não me atendesse. Ainda mais depois deste desaforo e deboche na frente de alunos e atendentes do SAA, que ficaram chocados. Vários alunos presenciaram a cena. Primeiro, estou longe de ser “querida” dela, pois nem a conhecia. E ela somente me atendeu quando eu disse que faria um Boletim de Ocorrência na PM, por causa das agressões verbais e do deboche. Com muita falta de educação e descontrolada, ela me chamou para a sala dela, às 12h30, sendo que cheguei ao SAA e anunciei meu interesse de conversar com ela às 9h. 

Na conversa, a mesma disse que não queria esta nova estrutura para a Faculdade, mas que não teve como argumentar com a tal Kroton (pesquisei e vi que é um grupo que controla várias faculdades). Achei estranho isso, mas deixei ela prosseguir, já menos alterada. Até o momento que ela disse: “Vamos ver se essa estrutura provisória vai suportar a quantidade de alunos. Se não aguentar, pedirei para retirar. Não conheço a estrutura. A referência que eu tenho é positiva sobre ela“. Eu a interrompi na hora, perguntando se ela acreditava que era possível a estrutura ser boa o suficiente. Aí ela me respondeu: “Queridaeu estou de passagem por Divinópolis, meus planos não s&atild e;o de permanecer aqui. Devo ir para Uberlândia em breve, portanto, não tenho como te responder isso“. Como assim a Pitágoras troca de diretor e coloca uma “diretora-tampão” aqui? Isso é verdade? E se for, como assim ela me dá este tipo de resposta? Estou chocadíssima…

Saí de lá e já provoquei minha turma inteira e os representantes do curso de Direito, por email. Falei com ela para agendar uma reunião com os representantes de turma para dialogar e explicar, e sabe o que eu ouvi da digníssima diretora? “Não tenho obrigação de dar satisfação para grupinho de alunos. Estou aqui para implementar o que eu e a empresa acreditamos que seja importante para a Faculdade“. Eu fiquei completamente desnorteada, e disse a ela que, como diretora, ela deveria sim satisfação aos representantes de turma, e ela me interrompeu e seguiu afirmando: “Eu nem queria vir para Divinópolis, mas vim transferida h á pouco tempo. A diretora de Uberlândia quer voltar para BH e estou de passagem aqui. Por isso não quis intervir nessa estrutura provisória!“. Eu não acreditei que estava ouvindo aquilo e fui embora, pois vi que não renderia nada.

Minha turma vai tentar agendar com a nova diretora, mas já adiantei que será em vão. Estão todos se mobilizando para um grande movimento, no primeiro dia de aulas. Todos já receberam este email e a repercussão no grupo de emails e nos grupos de whatsapp está bastante intensa. As fotos da “nova estrutura” já circularam pelos grupos, e os representantes estão revoltadíssimos.   

E CLARO QUE, AO SAIR DA FACULDADE, DEPOIS DA VERGONHA QUE PASSEI NA FRENTE DE TODOS, REGISTREI O B.O E FUI DIRETO AO MINISTÉRIO PÚBLICO, ONDE JÁ PROTOCOLEI DENÚNCIA! E NESTA SEMANA, ACIONAREI O MEC E TODOS OS ÓRGÃOS QUE FOREM NECESSÁRIOS!

Estou informando isso à senhora pois, além das “salas contêiners” serem de péssimo gosto e estrutura deploráveis, elas são velhas e não possuem estrutura para aguentar alunos. Uma tragédia pode acontecer e ela pode ser evitada pela instituição. Pior do que isso foi o “atendimento” que tive da “querida” Sra. Debora, atual diretora da instituição. Lamentável.

Um grande movimento deverá acontecer nessa semana (amanhã é o primeiro dia de aulas nesse depósito de entulhos) mas, principalmente, na semana seguinte, quando começam as aulas dos calouros. A imprensa já está convidada a assistir esse descaso com mais de 7 mil alunos, e acionamos também o Ministério Público, para saber da legalidade dessa estrutura provisória (trabalho diretamente no MP e já abri ocorrência com todas as fotos e este relato).

VAMOS MOSTRAR A TODOS A FORÇA QUE OS ALUNOS DA INSTITUIÇÃO, UNIDOS, POSSUEM DIANTE DESTA BUSCA ABSURDA POR LUCROS, COLOCANDO EM RISCO, INCLUSIVE, NOSSA SEGURANÇA!

Grata pela atenção dispensada,

Aline Silva 
Aluna de Direito da Faculdade Pitágoras de Divinópolis
Representante de turma e representando mais de 1500 alunos de Direito “

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