Fiscal da Vigilância Ambiental explica mitos e verdades sobre besouros que causam queimaduras

Postado em 30/11/2016 7:43

A invasão de besouros em Divinópolis e cidades da região Centro-Oeste tem repercutido nas redes sociais. Uma publicação divulgada nas redes sociais e aplicativos, com imagens de uma criança com o rosto queimado e uma mulher relatando que a queimadura teria sido provocada por um besouro tem despertado a curiosidade e apreensão da população. No entanto, segundo o fiscal da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis, José Acílio Leão, não houve registro de pedido ou qualquer outra questão relacionada a acidentes provocados pelo inseto. Ainda segundo Acílio, os besouros são pequenos insetos, conhecidos como caçadores de lagartas ou carochas, sendo utilizados até em controle biológico de pragas. “O surgimento deles está relacionado a combinação de chuva e calor intenso. Os insetos são atraídos pela luz. Uma orientação é diminuir a quantidade de luz em casa a noite, fechar as portas, as janelas um pouco mais cedo. A gente tem muito desses besouros porque há muita alimentação para eles. A medida que exista essa alimentação, há um aumento na reprodução”, explica.

O fiscal da Vigilância Ambiental ainda explica que esses besouros podem de fato causar queimaduras. Acílio ainda explica que o único procedimento a ser tomado, é lavar o local com água e sabão. “Apesar de inofensivos, realmente podem causar queimaduras. Mas é uma queimadura bem leve, parecida com aquela em que você passa o limão na pele e sai no sol. Ele vai gerar uma queimadura, mas é uma queimadura bem leve. O que acontece é que, quando acontece esse problema com criança, a epiderme da criança é mais sensível e pode vir a provocar uma queimadura. A orientação básica para isso é lavar com água e sabão somente. Não aplicar nenhum tipo de pomada e aguardar. Isso com um, dois dias no máximo vai passar. Não coçar, não aplicar álcool nem nada, só água e sabão para limpeza”, disse.

Entre os casos recentes, está uma infestação do inseto em Jaboticatubas, na Serra do Cipó, na primeira quinzena de novembro. Leão ainda pediu consciência aos usuários das redes sociais para o compartilhamento desse tipo de informação. “O surgimento está relacionado a chuva e calor intenso. No outro dia praticamente não existia nada ou uma chuva a noite limpou tudo. As mídias sociais, muitas vezes (as pessoas) repassam e aumentam a questão do problema, sem uma pesquisa maior. É necessário que seja feita uma pesquisa, procure uma orientação nos devidos órgãos, como a Secretaria de Saúde, Vigilância Ambiental”, disse.

Qualquer informação ou dúvida pode ser repassada a Vigilância Ambiental em Divinópolis pelo telefone (37) 3229-6870.

Besouros que invadiram Divinópolis podem causar queimaduras

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