Febre maculosa mata duas pessoas do mesmo bairro em Divinópolis

Postado em 23/09/2016 16:01

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A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Divinópolis confirmou nesta quinta-feira (22) a febre maculosa como causa de duas mortes na cidade, que já soma quatro casos de contaminação pela doença em 2016. Todas as vítimas são do sexo masculino.

De acordo com o bioquímico epidemiologista da Semusa, Osmundo Santana Filho, todas as vítimas registradas na cidade tiveram contato com a região de mata localizada no prolongamento do Bairro Eldorado. Esse tipo de local favorece a proliferação do carrapato que transmite a doença.

“Registram-se casos de febre maculosa ao longo de todo o ano. Entretanto, a maior incidência ocorre no período de maior reprodução do vetor, no período de junho a outubro. Para todo caso suspeito é obrigatório notificar a Saúde municipal, por se tratar de doença grave”, explicou.

Técnicos da Vigilância Ambiental e da Superintendência Regional da Saúde estiveram em um local perto da casa de uma das vitimas investigadas pela Vigilância Epidemiológica. No local foi feita uma varredura visando à captura de carrapatos para confirmar os casos

A febre maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, que pode apresentar desde as formas leves e atípicas até formas graves com elevada taxa de óbitos. É causada por uma bactéria transmitida pela picada de carrapatos contaminados, caracterizando-se por ter início súbito, com febre elevada, dor de cabeça e dor muscular intensa e prostração seguida, em alguns casos, por manchas avermelhadas na pele. A transmissão ocorre quando o carrapato permanece aderido ao hospedeiro por um período de 4 a 6 horas. A doença não é transmitida de pessoa a pessoa.

A retirada dos carrapatos do corpo deve ser feitas com o uso de pinças e luvas. Isso deve ocorrer o mais rápido possível, pois quanto maior o tempo de permanência do carrapato no corpo, maior a chances de se contrair a doença caso o carrapato esteja infectado pela bactéria.

A retirada deve ser cuidadosa, realizando-se movimentos giratórios com o vetor, para garantir a retirada do carrapato inteiro, sem deixar o aparelho sugador aderido à pele. Isso pode aumentar o risco de infecção. Não se deve esmagar o vetor com as mãos ou entre as unhas, pois isso aumenta o risco de infecção.

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