Empresas aplicam falsos testes de emprego em costureiras para usar mão de obra de graça

Postado em 05/11/2014 11:15

Diversas costureiras entraram em contato hoje pela manhã com a Redação do Sistema MPA, para denunciar uma prática que já foi comum no setor confeccionista e que embora tenha reduzido, parece estar acontecendo novamente. Trata-se de empresas que anunciam vagas de emprego e quando aparecem candidatas, submetem as mesmas a um teste para ver se “dão conta” do trabalho.

 

Os testes são realizados dentro de um prazo de duas horas, no qual a costureira deve produzir, arrematar ou fazer outro serviço comum ao setor.  O prazo de duas horas é estipulado porque acima deste tempo, a Lei obriga remunerar o profissional pela sua produção.  As costureiras que entraram em contato com o Sistema MPA, afirmaram que produziram várias peças de roupa e depois do prazo findado, foram informadas de que não seriam contratadas.

 

Uma das denunciantes contou que no momento em que fez o teste, outras cinco candidatas também tentavam a vaga. Ela diz que “fechou” cerca de 150 bermudas e as demais uma média de 90 cada. Ainda assim, o funcionário da empresa que fazia a seleção disse que elas não estavam aptas para o trabalho e dispensou todas.   A denunciante contou ainda que hoje pela manhã, novos testes estariam sendo aplicados.  No caso relatado, a falsa seleção teria sido realizada em uma grande empresa da cidade.

 

Em entrevista hoje pela manhã, ao Programa “Bom Dia Divinópolis”, a diretora do Sindicato das Costureiras – SOAC, Ana Lúcia dos Santos, informou que está prática sempre combatida pela entidade e que há muito tempo não apareciam denúncias desta natureza. A prática é adotada para conseguir mão de obra de graça, já que as costureiras produzem, são dispensadas sem receber nada e depois as peças são vendidas normalmente. É válido ressaltar que os artigos acabam ficando com qualidade muito boa, até porque as costureiras trabalham ainda melhor, tentando impressionar o empregador.

 

Ana Lúcia pediu as costureiras que foram vítimas do golpe que procurem o sindicato para formalizar a denúncia para que a entidade possa agir, inclusive denunciando o fato ao Ministério do Trabalho. Ouça:

 

 

 

O SOAC fica na Rua São Paulo, 1273, no bairro Santo Antônio. O telefone é o (37) 3222 8022

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