Crise: Comércio demitiu pelo menos 110 trabalhadores em Divinópolis em 2016

Postado em 01/03/2016 15:38

Sistema Nacional de Emprego é opção para quem procura novo trabalho

Sistema Nacional de Emprego é opção para quem procura novo trabalho

Os primeiros números de 2016 do Cadastro Geral de Emprego, serviço do Ministério do Trabalho que monitora admissões e demissões formais em todo país, aponta cenário desanimador para Divinópolis.  Com balanço apenas de janeiro os número apontam para número superior de demitidos ao de contratados. Ao todo, 155 pessoas perderam o emprego na cidade neste mês. O principal setor  atingido é o do comércio.

Apesar dos números negativos, o impacto das demissões foi maior no mês de dezembro em 2015, quando a cidade perdeu 1.013 postos de trabalho, a maioria na indústria de transformação, como as siderúrgicas, que colocaram pelo menos 545 pessoas na rua.  Setor que até vinha sentido menos o impacto da crise econômica, o de serviços, em dezembro demitiu 327 trabalhadores.

Os setores de indústria de transformação e serviços porém parece que chegaram ao seu ponto mais alto de crise e o número de demitidos diminuiu significativamente em janeiro de 2016. No setor de serviços foram 32 postos de trabalhos perdidos e 42 na indústria. O comércio porém, que em razão do Natal se mantinha estável nos últimos meses do ano, abriu as comportas e despejou pelo menos 110 pessoas na fila do desemprego e sem perspectiva de contratação já que as vendas caíram significativamente.

A construção civil porem parece estar em um bom momento com a abertura de novos empreendimentos e contratou 30 trabalhadores em janeiro de 2016. O setor consegue resultado superior até mesmo ao do  agronegócio  que vêm se mantendo estável mesmo durante a crise e que em janeiro apresentou apenas uma demissão.  Ainda assim, são setores   e que não conseguem absorver toda a demanda por postos de trabalho que vem sendo criada em Divinópolis.

É válido ressaltar que o CAGED mede índices do emprego formal, trabalhadores que não são fichados não são computados o que significa que o número de demitidos pode ser ainda maior.

 

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Na Gazeta do Oeste Sílvio França aponta sinais da crise em Divinópolis

“Sim, existe crise

A crise econômica já traz seus reflexos sobre o setor do comércio. Andando pelas ruas é comum encontrar placas de aluga-se onde antes funcionava alguma loja. As que ainda estão abertas ostentam cartazes e placas com anúncio de promoção, liquidação, preço máximo e por aí vai. Uma rápida olhada para o interior do estabelecimento porém revela uma cenário desanimador: espaços vazios e vendedoras entediadas.

Se as lojas já sofrem com a retenção da economia, nos estabelecimentos voltados para o lazer a situação é ainda pior. O happy hour é o primeiro a sofrer quando a coisa aperta, gasta-se menos com a cervejinha do final de semana. Pizza e sanduíche se tornam mimos ocasionais até para quem tinha por hábito jantar este cardápio.

O almoço fora todos os dias dá lugar a marmitinha ou a corrida rápida em casa para “esquentar” alguma coisa. Proliferam os restaurantes com comidas a preços populares que tentam lançar o consumidor no grito e ficam vazios os tradicionais que servem no quilo, com cardápio mais sofisticado, mas que não permitem aventuras gastronômicas diárias.

As lojas de reparos crescem neste momento. São poucos os que querem comprar novo, a maioria reforma o que tem. A moda se torna inventiva com as pessoas resgatando antigas peças tentando dar uma cara nova a elas. O celular que antes acompanhava os últimos lançamentos agora é usado até dar defeito e não servir mais. Quem mora perto já prefere andar do que ir de carro para o trabalho, também com a gasolina nesse preço.

Enquanto isso militantes iludidos dizem que a crise é invenção da Direita, com finalidade política. O próprio filho do ex presidente Lula parece viver em um mundo alternativo, alheio ao que ocorre na vida real. Lulinha postou em sua página pessoal no facebook que na praia “os quiosques estão lotados de crise”, o estacionamento do shopping anda “lotado de crise” e as pessoas na fila do restaurante aguardam a “crise desocupar” a mesa. É no mínimo uma falta de respeito com o brasileiro que está fazendo das tripas o coração para sobreviver ao caos que os políticos criaram através de seus esquemas de corrupção que quebraram o país.”

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