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Após vídeo do Deputado Cleitinho, supermercados se manifestam sobre alta dos preços

Postado em 04/09/2020 10:35

Após vídeo publicado pelo Deputado Estadual Cleitinho Azevedo (Cidadania), onde ele denuncia a alta dos preços de produtos de necessidade básica nos últimos meses, entidades que representam o setor supermercadista se movimentaram, alegando não serem responsáveis por este cenário, pediram apoio ao Governo Federal.

No vídeo, que já tem mais de 15 milhões de visualizações na página do deputado mineiro, Cleitinho mostra em um folheto de propaganda de supermercado, publicado no mês de março, o quanto custavam alguns itens da cesta básica brasileira (arroz, óleo, feijão e leite) e logo em seguida exibe os preços atuais nas gôndolas de uma grande rede. A compra que há cinco meses ficava em R$25, hoje ultrapassa R$40, o que representa um aumento de cerca de 65% nos preços ao consumidor.

Membro da Comissão de Defesa do Direito do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, Cleitinho já encaminhou todas as informações para o PROCON MG e para o Ministério Público. Através de sua assessoria também foi feito contato com a AMIS, a Associação Mineira de Supermercadistas, para que os setor também pudesse apresentar seus argumentos e razões para reajustes como o do pacote de 5kg de arroz que em cinco meses subiu de R$10 para até R$30 em algumas cidades.

Em resposta, a entidade enviou notas que foram divulgadas para a imprensa e associados, logo após a veiculação do vídeo onde afirma que a elevação dos preços não ocorre em razão do aumento de lucros por parte dos supermercados e teria acontecido “em razão do crescimento das exportações das commodities agrícolas e da diminuição das importações motivada pela valorização do dólar frente ao real”. A AMIS também informou que a ABRAS, a Associação Brasileira dos Supermercadistas já teria enviado um comunicado a órgãos do Governo Federal, alertando para o grave quadro denunciado pelo deputado e pedindo ações para conter os aumentos. Em documento enviado para associados, ambas as entidades orientaram os donos de estabelecimentos que comercializam estes alimentos a manterem as notas fiscais bem guardadas para comprovar, em caso de fiscalização, que já compraram os produtos com os preços mais caros.

A ABRAS também emitiu nota informando que “duas ações concretas foram tomadas: a primeira foi envio de um ofício pedindo providências ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), como isenção do imposto de importação de tais itens básicos ou ainda adoção de estoques reguladores ao menos enquanto durar o período de pandemia. Depois, foi enviado também um comunicado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, cuja atuação se concentra no planejamento, elaboração, coordenação e execução da Política Nacional das Relações de Consumo esclarecendo o assunto. A AMIS já comunicou esse assunto também ao Procon do Ministério Público de Minas Gerais”.

Cleitinho afirma que fez o vídeo após receber diversas mensagens de cidadãos indignados com o preço dos produtos que são considerados básicos e preocupados em como comprar o mínimo par alimentar suas famílias tendo em vista que muitos estão vivendo de auxílio emergencial que para piorar, teve o seu valor reduzido para a metade. Ele destaca que não é de seu interesse “prejudicar nenhum empresário do setor, até porque no atual momento eles ão fundamentais para manter postos de trabalho” mas deixa claro que “é preciso identificar o que está provocando este aumento e implementar ações através do poder público para barrar essa situação que compromete a qualidade de vida do povo brasileiro”.

Logo após as denúncias, órgãos de fiscalização de todo o país também começaram a fiscalizar os estabelecimentos a fim de verificar possíveis abusos.

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