16 bebês com menos de 28 dias morreram em Divinópolis em 2017

Postado em 17/01/2018 15:57

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde, divulgou nesta terça-feira (16/01), informe epidemiológico sobre o perfil da mortalidade infantil no município de 2010 a 2016. A taxa de mortalidade infantil (TMI), definida como o número de óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos, estima o risco de um recém-nascido evoluir para o óbito durante o seu primeiro ano de vida. Em seis anos a mortalidade infantil caiu 28,5% influenciado pelo conjunto de ações implantadas pelo município.

O estudo teve o objetivo de analisar as taxas de mortalidade, as causas básicas e as causas evitáveis dos óbitos em menores. De acordo com o informe, em Divinópolis, o Comitê Municipal de Prevenção do Óbito Materno, Infantil e Fetal (CMPOMIF) foi criado em 2004 com o objetivo de analisar os óbitos infantis e sua oficialização se deu em 13 de junho de 2016 pela Portaria nº 025/2016. O Comitê realiza seu processo de trabalho baseado nas investigações ambulatorial, domiciliar e hospitalar realizada pelos profissionais das unidades de saúde e pelos membros do Grupo Técnico de Investigação de Óbitos.

A TMI em Divinópolis passou de 14,4 por mil nascidos vivos em 2010 para 10,3 por mil nascidos vivos em 2016 e obteve uma redução de 28,5% no período. Já em 2017, de janeiro a outubro ocorreram 2.241 nascimentos e 16 óbitos infantis, o que resultou numa TMI de 7,1 por mil nascidos vivos. Se mantiver esse mesmo índice até finalização de novembro e dezembro, a mortalidade infantil na cidade caminha para chegar à queda de 50% em sete anos. 

O estudo aponta que, ao se analisar a mortalidade infantil segundo a lista de mortalidade da Código Internacional de Doenças (CID) 10 em 2016, observa-se que do total de 27 óbitos, 13 (48,1%) foram devidos às afecções perinatais, as principais causas responsáveis pelos óbitos de menores de 28 dias. Dentre esses 13 óbitos, seis foram devidos a fatores maternos. Entre as causas de óbitos pós-neonatais, chama à atenção a ocorrência de mortes por doenças infecciosas, do aparelho circulatório e por causas externas que são consideradas causas evitáveis.

Cinco principais ações foram responsáveis pelo declínio da mortalidade no município. A atenção adequada à mulher na gestação, o acompanhamento do parto, atenção ao recém-nascido, ações adequadas de diagnóstico e tratamento da criança e também a promoção à saúde vinculada à saúde da criança contribuíram para o resultado positivo.

O estudo avalia que os esforços e investimentos para diminuir a TMI devem continuar por meio de uma melhor qualidade na assistência à saúde materno-infantil e fortalecimento das estratégias de investigação dos óbitos infantis.  Além da necessidade de continuar desenvolvendo ações preventivas como o planejamento reprodutivo e buscar o máximo de qualidade e resolutividade nos serviços de pré-natal, parto e puerpério.

 

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