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Polícia Civil de Minas Gerais realiza buscas em hotéis de Belo Horizonte por esquema de cobrança violenta de dívidas

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta quarta-feira (29), três mandados de busca e apreensão em hotéis localizados na Rua Guaicurus, no centro de Belo Horizonte, como parte de uma investigação que apura um esquema de cobrança de dívidas por meios violentos. A operação faz parte de um esforço para desmantelar uma rede envolvida em práticas ilegais relacionadas à extorsão, ameaça, tortura, lesão corporal e associação criminosa.

A investigação teve início após a análise de uma imagem que circulou entre os envolvidos, na qual uma mulher aparece com uma mensagem de ameaça, levantando suspeitas sobre a atuação de grupos que utilizam métodos coercitivos para forçar o pagamento de dívidas. A partir desse material, as autoridades aprofundaram as apurações, que revelaram um padrão de violência e ilegalidade na cobrança de valores devidos por clientes de hotéis na região central de Belo Horizonte.

Durante a operação, foram apreendidos diversos objetos que indicam a existência de atividades ilícitas. Entre os materiais recolhidos estão 11 aparelhos celulares, utilizados para comunicação entre os envolvidos e possíveis registros de ameaças ou extorsões; três DVRs (gravadores de vídeo digital), que podem ter sido utilizados para monitorar as ações dos suspeitos; além de quatro máquinas caça-níqueis, indicando a prática de jogos de azar ilegais. Também foram apreendidas seis máquinas de cartão, possivelmente usadas para movimentar dinheiro de forma clandestina, uma máquina de choque, o que reforça o caráter violento do esquema, e quatro pen drives, que podem conter registros de atividades criminosas.

A operação também resultou na apreensão de um pino de cocaína, além de R$ 2.060 em dinheiro em espécie. Foram ainda encontrados um caderno de anotações, duas agendas e 17 cadernetas de controle de aluguel de quartos, indicando a organização e o controle das atividades ilegais relacionadas à cobrança de dívidas e ao gerenciamento dos imóveis utilizados pelos suspeitos.

Durante o cumprimento dos mandados, duas pessoas foram conduzidas em flagrante. Uma delas foi autuada por exploração de jogo de azar, por possuir máquinas caça-níqueis ilegais, enquanto a outra foi presa por porte de drogas para consumo pessoal. Além disso, um investigado de 28 anos já havia sido preso temporariamente no decorrer das investigações, o que demonstra a continuidade do esforço policial para desarticular o esquema.

As investigações continuam em andamento, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e aprofundar as apurações em relação à extensão das atividades criminosas. A ação da PCMG reforça o compromisso das autoridades mineiras em combater práticas ilegais que colocam em risco a segurança e o bem-estar da população, especialmente em contextos onde a violência e a extorsão são utilizadas como instrumentos de cobrança.

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