Uma mulher identificada como Amanda Christina Souza Pinto, acusada de matar a própria mãe, Maria do Rosário de Fátima Pinto, de 67 anos, e a filha, uma criança de 10 anos, será levada a júri popular nesta quarta-feira (30), em Belo Horizonte. O julgamento está marcado para começar às 8h30, no 1º Tribunal do Júri da capital mineira. Os crimes ocorreram no bairro Piratininga, na Região de Venda Nova, entre os dias 13 e 14 de março de 2023, e envolvem acusações graves relacionadas à violência doméstica e homicídio qualificado.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Amanda teria assassinado a mãe após não conseguir mais obter recursos financeiros dela. A acusação aponta que o relacionamento entre as duas era marcado por agressões psicológicas e violência patrimonial, o que evidencia um contexto de abuso e controle. Amanda responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, além de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de qualificadoras relacionadas ao âmbito de violência doméstica e familiar. A morte da idosa foi causada por asfixia, após ela deixar de fornecer dinheiro à filha.
No que tange à filha de Amanda, Agatha Alves Pinto, de 10 anos, a acusação sustenta que a menina foi morta com o objetivo de ocultar o homicídio da avó. As qualificadoras relacionadas ao caso incluem o emprego de meio cruel, o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de a criança ser menor de 14 anos, estando sob a guarda da acusada. Após os crimes, Amanda foi presa e encontra-se atualmente no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte.
De acordo com as investigações, os crimes teriam sido praticados em um apartamento onde Amanda residia com a mãe e a filha. As apurações indicam que Amanda mantinha uma relação controladora com a mãe, praticando violência psicológica e patrimonial contra ela. Quando a idosa deixou de fornecer recursos financeiros, Amanda teria decidido matá-la, asfixiando-a. Após a morte, a acusada teria convencido a filha a não chamar a polícia ou os serviços de emergência, além de administrar medicamentos e álcool à criança e cortar seus pulsos. Como os ferimentos não foram fatais, a menina foi asfixiada posteriormente. Ainda conforme o Ministério Público, a criança tentou reagir às agressões.
A denúncia relata que Amanda usou a relação de confiança com a filha e o poder familiar para dificultar uma eventual reação da menina às agressões e ao homicídio. Após os crimes, Amanda teria utilizado o telefone da mãe para enviar uma mensagem ao empregador da vítima, fingindo-se por ela e informando que não iria trabalhar por motivos de saúde. Os vizinhos acionaram a polícia ao perceberem um forte cheiro de gás vindo do imóvel, onde foram encontrados os corpos da mãe e da filha mortos.
O caso evidencia uma tragédia que envolve violência doméstica, manipulação e homicídio qualificado, levando ao julgamento de Amanda Christina Souza Pinto por seus atos. O processo tramita na esfera judicial de Belo Horizonte, com expectativa de que o júri popular possa esclarecer as circunstâncias e responsabilidades relacionadas ao duplo homicídio.
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