Um homem de 28 anos é suspeito de assassinar sua companheira, de 31 anos, na zona rural de Funilândia, município localizado na região Central de Minas Gerais. Segundo informações do boletim de ocorrência, o suspeito amarrou os tornozelos da vítima com uma corda, deixando o corpo parcialmente suspenso pelos pés, antes de gravar um vídeo e compartilhar as imagens nas redes sociais. Na gravação, ele afirmou: “É assim que vocês vão lembrar dela. Desgraçada”. Os detalhes do crime revelam um episódio violento ocorrido na noite de segunda-feira, 19 de outubro, no povoado da Sede, dentro do sítio onde o casal residia.
De acordo com o registro policial, além de publicar o vídeo no status do WhatsApp, o suspeito enviou as imagens ao proprietário do sítio, que acionou imediatamente a Polícia Militar. Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos com disparos de arma de fogo por parte do suspeito, que utilizava uma arma longa de calibre 22. Houve confronto, e os militares revidaram, atingindo o homem, que acabou morrendo no local. Apesar do socorro imediato, a equipe de emergência constatou o óbito do suspeito ainda na cena do crime.
A perícia realizada no local identificou que a vítima apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, principalmente na região da cabeça. O corpo da mulher foi encontrado com os tornozelos amarrados por uma corda que se estendia para o alto, deixando-a parcialmente suspensa pelos pés. Além dos ferimentos por tiros, ela apresentava hematomas pelo corpo, indicando possíveis agressões anteriores ou violência contínua. A perícia também constatou quatro perfurações no corpo da vítima — duas na face, uma na orelha esquerda e outra na perna direita — sendo que o relatório do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) identificou três possíveis entradas e uma de saída de projéteis na região facial.
No local, também foram encontradas latas de cerveja e outras bebidas alcoólicas, embora o laudo não tenha estabelecido uma relação direta entre o consumo de álcool e o crime. A presença de bebidas na cena pode indicar um contexto de embriaguez, mas não há confirmação de que ela tenha contribuído para os atos violentos.
A mãe da vítima, uma mulher idosa com deficiência visual e dependente dos cuidados da filha, estava dentro de uma das residências do sítio durante o ocorrido. Ela foi despertada pelos policiais, mas não tinha conhecimento do que havia acontecido. Como a vítima era responsável pelos cuidados maternos e ambos os envolvidos no crime morreram, a Polícia Militar acionou a assistência social do município para providenciar o suporte necessário à idosa.
Este episódio reforça a gravidade da violência doméstica e a importância de ações de prevenção e proteção às vítimas, além de evidenciar a violência extrema utilizada pelo suspeito, que além de cometer o homicídio, gravou e divulgou um vídeo com o corpo da vítima, demonstrando desprezo e desrespeito pela vida. As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do crime e possíveis motivações.
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