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Filho de ministro do STJ é processado por dívida de mais de R$ 60 mil após agressão e abandono de imóvel de luxo

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Um processo judicial movido na 5ª Vara Cível de Brasília revela que Mauro Paciornik, advogado e filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Pacionik, está sendo cobrado por uma dívida superior a R$ 60 mil relacionada ao aluguel de um apartamento de luxo na capital federal. Além da inadimplência financeira, o processo detalha que Mauro deixou o imóvel, localizado às margens do Lago Paranoá, com móveis e eletrodomésticos danificados, após uma agressão a uma mulher no local, e sem realizar o pagamento dos quatro meses de aluguel e taxas condominiais devidos.

O apartamento, avaliado em R$ 6,5 mil mensais, foi alugado por Mauro em abril de 2025, mas o valor só foi quitado até agosto do mesmo ano. Os locatários descobriram, em dezembro, que o advogado não residia mais no imóvel, após uma medida protetiva expedida pela Justiça determinar seu afastamento devido à agressão contra uma mulher, que também vivia no apartamento. A vítima, identificada como Jhennyfer, exercia a atividade de acompanhante e relatou às autoridades policiais que, no início do relacionamento com Mauro, ele lhe pediu para que ela deixasse de trabalhar como garota de programa, questionando quanto ela cobrava por esse serviço, e solicitando uma contrapartida de pelo menos R$ 15 mil mensais.

Segundo o relato da vítima, Mauro afirmou ter transferido mais de R$ 100 mil para ela sob a promessa de uma relação exclusiva, mas a agressão ocorreu após ele descobrir que ela estaria exercendo a atividade às escondidas. Em sua versão, Mauro alegou que o relacionamento era conturbado justamente pelo fato de Jhennyfer exercer a atividade de acompanhante, e que teria agido após descobrir que ela estaria exercendo a profissão clandestinamente. A agressão resultou na destruição de móveis e eletrodomésticos no apartamento, incluindo o ofurô privativo, que apresentava jatos de massagem inoperantes, tampa rasgada e estrutura metálica com pontos soltos. Outros itens danificados incluem uma porta de quarto sem fechadura, um sofá com furos de cigarro e uma televisão que não funcionava mais.

O imóvel, avaliado inicialmente em R$ 6,5 mil mensais, foi devolvido em condições precárias, com móveis destruídos e eletrodomésticos avariados. O processo aponta que Mauro não residia mais no local desde dezembro, após a medida judicial que o afastou do apartamento. Os locatários também questionam a cobrança de multa por sublocação, uma vez que a pessoa que ocupava o imóvel na ocasião não era Mauro, mas Jhennyfer, que foi agredida por ele.

Mauro manifestou-se nos autos contestando o valor cobrado pelos locatários, alegando que seu afastamento do imóvel ocorreu de forma involuntária, por determinação judicial. A defesa do advogado, composta pelos advogados Pedro Ivo Velloso e João Paulo Ferraz, afirmou que o episódio foi arquivado pelo Ministério Público, que não identificou qualquer crime, e que as medidas protetivas mencionadas na denúncia foram revogadas pelo Poder Judiciário, com decisão transitada em julgado e consenso das partes.

A coluna tentou contato com Mauro Paciornik, mas não obteve resposta até o momento. O gabinete do ministro Joel Ilan Pacionik também não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestações futuras.

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