Pular para o conteúdo

Estudantes de escola pública de Santa Luzia clonam aplicativos bancários e causam prejuízo de R$ 7 mil em compras fraudulentas

Image

Estudantes de uma escola pública localizada em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão sob suspeita de terem clonado aplicativos bancários para realizar transferências fraudulentas via Pix, totalizando um prejuízo estimado em R$ 7 mil. Segundo informações da Guarda Municipal, treze adolescentes participaram do esquema, que vinha sendo praticado desde maio deste ano, e utilizava técnicas avançadas de clonagem digital para enganar o sistema bancário e efetuar compras na própria escola.

De acordo com o relato das autoridades, os estudantes se dirigiam até a lanchonete da escola — que funciona dentro do prédio escolar — e faziam compras de salgados, refrigerantes e outros alimentos, pagando por meio de transferências Pix falsas. Durante as transações, apresentavam comprovantes de pagamento, o que dificultava a identificação do golpe. A situação só veio à tona quando a diretora da escola, ao fazer o balanço financeiro, percebeu que os valores recebidos não correspondiam às despesas realizadas na lanchonete.

A diretora então solicitou a presença de um dos estudantes que teria efetuado um dos Pix, e ele acabou confessando a prática ilícita. Posteriormente, outros alunos também se identificaram, revelando a participação de um grupo organizado. Segundo Werlysson Volpi, chefe da Guarda Municipal, o esquema utilizava um aplicativo sofisticado que permitia a clonagem de versões antigas de aplicativos bancários, dificultando a detecção de fraudes. “Eles conseguiam colocar o Pix como se fosse uma transação verdadeira, de diversos bancos diferentes, o que tornava a fraude mais difícil de ser identificada”, explicou Volpi.

A investigação revelou que os treze estudantes tinham entre 13 e 15 anos de idade, sendo que um deles atuava como líder do grupo. Este líder enviava vídeos com o passo a passo de como utilizar o aplicativo clonado e até emprestava o próprio celular para facilitar as transações. Segundo o chefe da Guarda, se esses adolescentes fossem adultos, a situação poderia ser considerada uma organização criminosa.

Após a confissão, a escola acionou a Polícia Civil, que agora investiga o caso com maior profundidade. A direção da instituição declarou que não buscava a devolução do valor perdido, mas sim uma apuração rigorosa do ocorrido, dada a gravidade da situação. A Polícia Civil confirmou que está acompanhando o caso, porém ainda não divulgou detalhes sobre o andamento das investigações.

A escola decidiu suspender os estudantes envolvidos enquanto as apurações continuam, buscando evitar que o episódio se repita e reforçando a necessidade de atenção às influências externas, especialmente às mídias sociais, que podem exercer forte impacto na conduta dos jovens. Werlysson Volpi comentou que, embora a situação possa parecer uma falha na educação dos menores, o fenômeno é mais complexo, refletindo a influência da tecnologia e das redes sociais na formação de comportamentos.

Este episódio evidencia a crescente sofisticação de golpes digitais praticados por adolescentes, bem como a importância de ações de conscientização e educação digital para prevenir práticas ilícitas. A investigação da Polícia Civil deve esclarecer os detalhes do esquema e determinar as responsabilidades, enquanto a escola reforça a necessidade de diálogo e orientação aos estudantes sobre os riscos e as consequências de práticas ilegais.

O post Estudantes de escola pública de Santa Luzia clonam aplicativos bancários e causam prejuízo de R$ 7 mil em compras fraudulentas apareceu primeiro em BH 24 Horas.