Um entregador de comida por aplicativo denunciou ter sido vítima de agressão por parte de um delegado da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (27), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo relato da vítima, o episódio ocorreu após ele se atrasar para realizar uma entrega em um condomínio residencial localizado na cidade. A agressão resultou em um corte na boca do entregador, que também sofreu um golpe na face, causando tontura e danos físicos visíveis.
De acordo com o motociclista, o atraso na entrega foi causado por um erro no sistema de GPS, que indicou um endereço incorreto, dificultando o deslocamento até o local. Ao chegar ao condomínio, ele foi recebido com xingamentos por parte do cliente, que estaria irritado com o atraso na entrega. Mesmo após a entrega do pedido, o cliente teria se recusado a fornecer o código necessário para que o entregador pudesse concluir a operação na plataforma do aplicativo.
Conforme o relato do motociclista, ao tentar retornar à sua motocicleta, foi surpreendido por um tapa na face, golpe que o deixou tonto e provocou um corte na boca. O impacto foi tão forte que o capacete, parcialmente colocado na cabeça, chegou a cair no chão. Uma moradora do condomínio presenciou a agressão e ajudou o entregador após o ocorrido. A família do motociclista afirmou que o autor do golpe é um delegado da Polícia Civil, cuja identidade ainda não foi oficialmente confirmada.
A polícia foi acionada imediatamente após o incidente, e um boletim de ocorrência foi registrado. A família do entregador também informou que as câmeras de segurança do condomínio capturaram o momento da agressão. No entanto, a administração do condomínio declarou que as imagens só serão disponibilizadas mediante ordem judicial, o que tem causado atraso na investigação.
Em nota oficial, a Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que a Corregedoria Geral da instituição está apurando o caso e reforçou o compromisso de não tolerar desvios de conduta por parte de seus servidores. A instituição destacou ainda que não compactua com ações que violem a integridade de terceiros e que irá conduzir a investigação de forma isenta e rigorosa.
O entregador, temendo represálias ou novos problemas, declarou que pretende comparecer à delegacia nesta sexta-feira (28) para formalizar a denúncia por meio de uma representação oficial e solicitar uma medida protetiva contra o delegado suspeito. A expectativa é que as investigações avancem para esclarecer a identidade do autor da agressão e as circunstâncias do episódio.
Este caso levanta questões importantes sobre o comportamento de agentes públicos em situações de conflito e reforça a necessidade de fiscalização e transparência nas ações de policiais civis. A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que a apuração está em andamento e que manterá a sociedade informada sobre os desdobramentos do caso.
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