Um acidente na BR-262 em Nova Serrana aconteceu por volta das 22h da última segunda-feira (6) no km 439 da rodovia, no sentido Nova Serrana–Bom Despacho. Um Renault Sandero, emplacado em Bom Despacho, e um Toyota Corolla, emplacado em Nova Serrana, colidiram lateralmente na pista dupla. Não houve vítimas, mas o episódio chamou atenção pela manobra que originou o choque.
Conforme apurado no local pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Sandero seguia pela faixa da direita quando o Corolla, que havia realizado uma ultrapassagem, retornou para essa mesma faixa com o objetivo de acessar a via marginal. Nesse momento, os dois veículos se chocaram lateralmente. A dinâmica indica erro de avaliação de distância durante o retorno de faixa, situação recorrente em trechos de pista dupla com acesso a marginais.
O que se sabe até agora sobre o acidente na BR-262?
Além da colisão em si, a ocorrência trouxe um dado adicional relevante: a condutora do Toyota Corolla não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, dirigir sem CNH é enquadrado como infração gravíssima. A prática está sujeita a multa multiplicada por três e à retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado.
A reportagem não localizou, até o momento, informações sobre eventual autuação formal aplicada no local nem sobre o estado dos veículos após a batida. Segundo relatos preliminares da ocorrência, os danos ficaram restritos à lateral dos carros, sem necessidade de resgate ou atendimento médico.
Por que ultrapassagens seguidas de retorno de faixa aumentam o risco de colisão?
Na prática, manobras de retorno após ultrapassagem exigem que o condutor calcule com precisão a distância e a velocidade do veículo que já ocupa a faixa de destino. Em rodovias de pista dupla, como a BR-262, esse tipo de situação é apontado por especialistas em segurança viária como um dos gatilhos mais comuns de colisões laterais. Consequentemente, órgãos de trânsito recomendam sinalização antecipada e verificação dupla dos espelhos antes de qualquer mudança de faixa.
Ainda assim, a ausência de vítimas reforça que a velocidade praticada e a atenção dos condutores foram suficientes para evitar consequências mais graves. Por isso, a PRF costuma reforçar campanhas educativas em trechos da BR-262 com histórico de acidentes semelhantes.
Quais as consequências para quem dirige sem CNH após um acidente?
A falta de habilitação agrava a situação administrativa do condutor envolvido em um sinistro de trânsito. Além da multa gravíssima prevista no artigo 162 do CTB, o veículo pode ser retido até a apresentação de motorista habilitado. Em síntese, a infração é tratada de forma independente da responsabilidade pela colisão em si, que ainda depende de análise mais aprofundada da dinâmica do acidente.
Enquanto isso, a PRF segue responsável pela apuração e pelas providências administrativas cabíveis. Sobretudo em rodovias federais como a BR-262, esse tipo de fiscalização é rotineira e busca reduzir a reincidência de condutores não habilitados ao volante.
Para quem trafega com frequência pelo trecho entre Nova Serrana e Bom Despacho, vale redobrar a atenção em pontos de acesso a vias marginais, especialmente à noite.














