O técnico do Atlético Mineiro, o treinador argentino Eduardo Domínguez, manifestou-se de forma contundente acerca do comportamento do atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, durante o clássico disputado nesta terça-feira (25 de agosto) no estádio Mineirão, em Belo Horizonte. O episódio que chamou atenção ocorreu logo no início da partida, no primeiro minuto, quando um lance envolvendo Kaio Jorge e o zagueiro Ruan Tressoldi resultou em uma queda grave do defensor alvinegro, que precisou ser substituído e encaminhado ao hospital para avaliação médica.
Durante a coletiva de imprensa após o jogo, Domínguez foi questionado sobre o incidente e não hesitou em criticar a postura do atacante cruzeirense. Sem citar diretamente o nome de Kaio Jorge, o treinador do Atlético afirmou que o ocorrido foi difícil de compreender. Ele explicou que, na jogada, Ruan foi ao cabeceio, enquanto o adversário, ao invés de disputar a bola pelo alto, optou por uma ação que atingiu o corpo do zagueiro de forma desleal. “Você viu o que aconteceu? Então. Foi claro. Difícil de compreender. Como a bola estava alta no ar, Ruan foi para cabecear e o rival não foi brigar pela bola. Foi direto ao corpo”, afirmou.
Domínguez também criticou a atuação da arbitragem, especialmente do árbitro Flávio Rodrigues de Souza, que comandou a partida. Segundo o treinador, a queda de Ruan foi resultado de uma falta que deveria ter sido marcada e que, na sua avaliação, poderia ter resultado na expulsão do jogador do Cruzeiro. Para ele, a decisão de não aplicar cartão foi incoerente diante da gravidade da situação. “A caída que ele (Ruan) teve… Foi uma falta que tirou um jogador da partida. A arbitragem não quis pensar em tirar um cartão. Foi difícil para mim compreender essa situação”, declarou.
Apesar de não afirmar categoricamente que Kaio Jorge agiu com má intenção, Domínguez deixou claro seu entendimento de que atitudes desleais podem ocorrer em partidas de alta disputa. Ele destacou que, na sua experiência como jogador, consegue perceber quando uma ação não é legítima. “Todo mundo tem erros. Mas quando acontece muito… Em uma partida muito disputada, acirrada. Eu fui jogador. Você vê quando um jogador que disputar a bola ou não. É isso”, concluiu.
Nas redes sociais, a postura de Kaio Jorge durante o clássico foi relembrada por torcedores do Atlético Mineiro, que apontaram episódios anteriores envolvendo o atacante do Cruzeiro. Entre eles, estão uma ocasião em que Kaio Jorge apertou a mão direita do então zagueiro Ivan Román, que se recuperava de uma fratura, além de uma cotovelada na nuca do também jogador Victor Hugo. Essas ações alimentaram a percepção de que o atacante cruzeirense teria um histórico de atitudes que beiram a deslealdade em campo, especialmente em clássicos contra o Atlético Mineiro.
O episódio reforça a atmosfera de rivalidade acirrada entre as equipes e levanta discussões sobre o comportamento dos jogadores em partidas de alta intensidade. A crítica de Domínguez evidencia a preocupação com a postura ética no esporte e a necessidade de uma atuação mais rigorosa por parte da arbitragem em situações que possam comprometer a integridade física dos atletas.
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