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Seleção brasileira masculina estará nas Olimpíadas de Tóquio 2020

Postado em 10/02/2020 11:32

A Seleção sub-23 não é tão boa quanto a  vitória por 3 a 0 sobre a Argentina fez parecer, no último domingo, nem tão problemática quanto os dois empates com Colômbia e Uruguai sugeriam. Repleto de bons talentos, mas com carências, o Brasil terminou o Préolimpico sem o título, mas com 100% de aproveitamento e o mais importante: a vaga em Tóquio.

Última campeã olímpica, a seleção comandada por André Jardine chegará ao Japão como uma das favoritas, mas precisará achar soluções em posições-chave para conquistar o ouro novamente.

A campanha no Préolímpico deixou claro que o maior problema brasileiro está na defesa. É verdade que Jardine não pôde contar com três dos seus zagueiros prediletos (Lyanco, Ibañez e Gabriel) e ainda perdeu Walce, cortado por lesão. Mas, mesmo que consiga ter todos à disposição em Tóquio, o Brasil deve priorizar o setor na convocação de atletas com mais de 23 anos – cada seleção tem direito a três jogadores acima do limite.

Os laterais também não se mostraram totalmente confiáveis, bem como o goleiro, que teve dificuldades para jogar com os pés, como Jardine exige.

Há, porém, uma espinha dorsal fortíssima, a começar pela dupla de meio-campistas. Bruno Guimarães e Matheus Henrique participaram tanto da construção ofensiva do Brasil que soa até estranho chamá-los de volantes. Foram eles, escolhidos para usarem a braçadeira de capitão, que ditaram o ritmo canarinho durante todo o torneio na Colômbia, com passes e lançamentos.

Paradoxalmente, o sucesso de Bruno e Matheus pode jogar contra a seleção sub-23, que corre o risco de perdê-los para Tite na equipe principal. Vale lembrar que a Copa América acaba menos de duas semanas antes do início da Olimpíada.

Do meio para frente, sobram jogadores de qualidade. Isso sem contar aqueles que têm idade olímpica, mas já estão na seleção principal ou não conseguem a liberação de seus clubes, como Rodrygo, Vinícius Júnior, David Neres, Richarlison, Gabriel Jesus…

O Brasil termina o Préolímpico com o melhor ataque (16) e média de mais de dois gols por partida, mas precisou reinventar-se para conseguir a classificação. Após uma primeira fase excelente, a seleção sub-23 ficou previsível no quadrangular final.

Jardine percebeu a tempo e fez mudanças para enfrentar a Argentina. Paulinho deixou a ponta esquerda e passou a jogar mais perto de Matheus Cunha. Reinier entrou na vaga de Antony e, assim como Pedrinho, teve liberdade para sair da ponta para o meio. Com a bola, o Brasil ficava quase num 4-2-4. Sem ela, se fechava no 4-4-2.

Com o quarteto ofensivo mais próximo, tabelando, e explorando os corredores oferecidos pelos argentinos, a criação ofensiva voltou a fluir e os gols saíram.

Na vitória do último domingo, além de ter feito três gols e desperdiçado oportunidades até de golear, o Brasil teve a sua melhor atuação defensiva. Porém, muito disso foi graças à pouca competitividade dos nossos rivais, que estavam desfalcados de três titulares e, com a classificação e o título do torneio assegurados, atuaram em ritmo abaixo do que nas outras partidas.

O artilheiro Matheus Cunha e o decisivo Paulinho (único a participar de todo o ciclo olímpico) não tinham nada a ver com a ressaca argentina e trataram de acabar com o sufoco brasileiro e carimbar o passaporte a Tóquio.

Para ter chances de levar o ouro novamente, a seleção precisa vencer um outro jogo, que começa a ser disputado desde agora: o da liberação dos atletas. Como Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores não param durante a Olimpíada, é possível que até clubes brasileiros endureçam para ceder os seus jogadores.

A seleção sub-23 construiu uma base forte para ir a Tóquio, resta saber se poderá contar com ela.

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