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Quem joga no gol do Atlético?

Postado em 12/09/2020 13:05

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Entre julho de 2012 e junho de 2019, a posição de goleiro no Atlético teve um dono absoluto: Victor, elevado à condição de ídolo imortal do clube. Mas essa relação caminha para os últimos capítulos, e a baliza do Galo volta a ser alvo de disputa entre outros jogadores. A chegada de Everson é uma ameaça ao posto que vinha sendo ocupado por Rafael, que o deixará obrigatoriamente vago neste domingo.

Expulso contra o Santos, Rafael era o titular incontestável (até aqui) da “era Sampaoli” no Galo. Everson, pedido justamente pelo treinador, deve ser o substituto diante do Bragantino, ainda que Victor não tenha nenhum empecilho para jogar, a não ser a impressão ruim deixada na Vila Belmiro, com ao menos duas falhas que resultaram em gols adversários.

Contratado há oito anos justamente para acabar com o rodízio de goleiros titulares, que não se firmavam no Galo, Victor virou “santo”. Viu diversos reservas passarem pelo clube, sem nenhum deles ameaçar seu status – Giovanni, Lee, Uilson, Lauro, Wilson. Até que o ídolo se lesionou no fim do primeiro semestre de 2019 e foi substituído até o fim do ano passado por Cleiton. Curiosamente, o jovem goleiro foi vendido ao Bragantino, próximo adversário do alvinegro.

No início de 2020, ainda lesionado, Victor viu Michael ocupar a vaga de titular. O jovem começou agradando, defendendo pênaltis, mas perdeu a posição quando Rafael foi contratado, dias após Sampaoli ser anunciado. Michael virou terceira opção, até ser emprestado por 12 meses ao Paços de Ferreira, de Portugal.

Mesmo com Rafael, o técnico argentino queria outro goleiro, especialista em jogar com os pés. Depois, notou evolução e avaliou bem o ex-cruzeirense, que acumulou defesas importantes. Porém, o treinador não cessou a cobrança por uma nova opção e, após esfriar o interesse, a diretoria trouxe Everson, por R$ 6 milhões (+ 50% dos direitos econômicos de Zé Welison), em negociação com o Santos.

Everson será o quarto goleiro utilizado pelo Atlético em 2020, que pode viver um raro rodízio da posição com Rafael, algo inédito no Galo nos últimos anos. Até pouco tempo atrás, Victor não dava brecha na briga pela posição, nem para descanso. O “santo”, em fim de contrato e com fortes indícios que deixará o Galo em breve, chegou a atuar em todos os jogos do clube em 2015, feito inédito na era profissional do Atlético.

 

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