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Presidente do Atlético faz um balanço de sua gestão após o primeiro título.

Postado em 01/09/2020 15:17

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Faltando apenas quatro meses para o fim do primeiro mandato, o presidente Sérgio Sette Câmara viu o fruto do trabalho implementado. É campeão mineiro 2020 pelo Atlético. Após o título, fez uma análise gerencial do que o Galo tem feito nos últimos tempos, com ele no comando. Voltou a citar as empresas de auditoria de melhora de gestão e pontos que ele procurou sanar para diminuir os prejuízos financeiros do clube.

O atual mandatário do Atlético, que detém filosofia diferente de enxergar a administração do clube em relação aos trabalhos de Daniel Nepomuceno e Alexandre Kalil, chegou a diminuir a folha de gastos com funcionários.

Ele cita, em entrevista, que o Galo tinha 800 funcionários, com parentes empregados em função e em patamares salariais desnecessários. Essa identificação de “gastos errados” é uma das missões da Ernst & Young, por exemplo, uma das quatro consultorias contratadas pelo clube.

“Era preciso fazer diagnóstico. O clube é gigante, tinha quase 800 funcionários, com muitos vícios, de tudo quanto é lado. Questões relacionadas a pessoas, a parentes que estavam ali ocupando, muitas vezes, cargo que não era necessário, com valores incompatíveis”.

Para Sette Câmara, era preciso tornar o clube mais transparente em suas decisões e aspectos da vida administrativa e financeira. Algumas ações de cortes de gastos e quebras de costumes geraram “animosidade”, de acordo com o mandatário. Segundo ele, criou-se então uma oposição (na torcida e em conselheiros) contra o próprio, que acabava prejudicando os interesses alvinegros.

“Tivemos que ter a coragem de enfrentar isso daí. Isso cria animosidade. Venho enfrentando por pequena parte de alguns torcedores, e acredito que de alguns conselheiros, em parcela pequena, algum tipo de, vamos dizer, oposição. Mas não oposição sadia. É uma oposição que tentou prejudicar o clube, inclusive não levando contas a aprovação no tempo oportuno”.

A votação do balanço financeiro de 2019 foi um episódio que evidenciou lados distintos na política do clube. O vice do conselho, Rafael Menin (apoiador de Sette Câmara) convocou a reunião para 31 de julho. Castellar Guimarães Neto (ligado a Kalil), o presidente do conselho, não previa tamanha urgência para a aglomeração de conselheiros na pandemia.

No fim, ocorreu a reunião – a qual Sette Câmara classifica sua realização “a fórceps” e benéfica para provar que as contas do Galo estão regulamentadas, já que houve aprovação unânime. O Atlético fechou 2019 com “apenas” R$ 6 milhões de déficit, mas graças à doação de R$ 49 milhões de Rubens Menin em forma de terreno do futuro estádio.

No decorrer do relato, Sette Câmara enaltece que a diretoria atual do Atlético conseguiu atrair a ajuda financeira e gerencial de empresários atleticanos bem sucedidos, como a família Menin (da MRV Engenharia), Ricardo Guimarães (Banco BMG) e Renato Salvador (de família ligada ao Hospital Mater Dei). Os parceiros, segundo o presidente, enxergaram coragem na cúpula que administra o Galo para “enfrentar questões do passado”.

“Elas só nos apoiam porque sabem dos nossos propósitos e da nossa coragem de enfrentar situações do passado, onde havia obscurantismo onde não se sabia direito de nada”.

“Todos os dias eu tenho que enfrentar nova acusação, alguma coisa que tente me desestabilizar. Mas eles estão com problema (…) Eu estou no lugar certo e na hora certa para implementar mudanças que o clube precisa, se não estaria em situação parecida com o grande rival de Belo Horizonte. Não aconteceu por causa da diretoria, apoiada pelos nossos investidores, teve a competência de trazer essas pessoas para cá, se mostrando competente e honesta, se não elas não viriam. Estamos implementando uma nova filosofia, transparente, mostrando as entranhas do clube”.

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