Gastando menos, Atlético tem resultado melhor em campo e no cofre que o Cruzeiro

Postado em 28/04/2016 18:40

Mesmo com o maior faturamento de sua história, o Cruzeiro acabou encerrando 2015 em branco e vendo o rival Atlético-MG conquistar o título estadual e assegurar a vaga na Libertadores pelo quarto ano consecutivo. Ainda mais preocupante, o time celeste ficou para trás em campo depois de ter desembolsado R$ 139 milhões a mais com o seu departamento de futebol na última temporada.

Ao todo, o Cruzeiro gastou R$ 306,305 milhões para reconstruir o seu elenco após o desmanche da base bicampeã brasileira em 2013 e 2014. Entre outros, foram embora Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Lucas Silva, Egídio e Marcelo Moreno.

O clube aumentou em mais de 50% as suas despesas com o futebol. O crescimento chama a atenção, sobretudo, por ter vindo com a saída de Alexandre Mattos. O executivo hoje no Palmeiras costumava ser criticado pelo elevado número de negócios no mercado e o seu custo oneroso.

A situação acabou sendo agravada, no entanto, com a dupla Valdir Barbosa e Benecy Queiroz, que assumiu o seu lugar em boa parte da última temporada.

A maior parte desse salto nas contas ficou por conta de salários, encargos e direitos de imagem, responsáveis por R$ 178,518 milhões do total.

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O Atlético, por sua vez, anunciou em seu balancete uma despesa em todo o futebol inferior a esse valor: R$ 166,545 milhões.

Com maiores detalhes, o Galo especifica os seus gastos no departamento da seguinte forma: R$ 46,562 milhões com salários e encargos, R$ 41,964 milhões com direitos de imagem, R$ 22,582 com amortização de direitos econômicos, R$ 9,415 milhões com despesas com borderôs de jogos, R$ 11,291 em custos com atletas negociados e R$ 3,701 em custo de formação com atletas dispensados.

Ainda completam os custos R$ 8,406 milhões em INSS sobre receitas com futebol, R$ 6,552 em direitos de arena, R$ 3,923 milhões com viagens, R$ 3,835 milhões em outros custos com futebol e, por fim, R$ 8,668 milhões em custos gerais.

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A despeito da receita menor, o prejuízo alvinegro no exercício foi de R$ 11,9 milhões enquanto que o celeste de R$ 25,8 milhões.

A exemplo da última temporada, o Atlético-MG larga em 2016 mais uma vez melhor em campo do que o Cruzeiro. Um novo tira-teima nos cofres ainda demorará um pouco mais a ser conferido.

Fonte: ESPN.com

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