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Guarani x Mamoré reacende debate sobre o futuro da torcida única

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A discussão sobre a torcida única no futebol brasileiro mudou bastante nos últimos dez anos. Quando a medida começou a ser adotada em 2016, especialmente em clássicos do futebol paulista, o foco principal era reduzir a violência entre torcedores e evitar confrontos dentro e fora dos estádios. Hoje, em muitos casos, a questão vai além da segurança e passa também pela praticidade e pela logística dos eventos.

O exemplo de Guarani e Mamoré, que se enfrentam neste fim de semana em Divinópolis, mostra bem essa nova realidade. Diferentemente de grandes clássicos, não existe histórico de rivalidade entre as torcidas dos dois clubes. A expectativa é de que poucos torcedores do Mamoré acompanhem a partida fora de casa, basicamente familiares de atletas, dirigentes e alguns apoiadores.

Mesmo assim, os clubes optaram por um acordo de reciprocidade: no jogo deste sábado, em Divinópolis, apenas a torcida do Guarani estará presente. No confronto do segundo turno, em Patos de Minas, o estádio receberá exclusivamente torcedores do Mamoré.

A justificativa apresentada pela diretoria do Guarani é simples: facilitar a organização do evento, reduzir custos operacionais e garantir maior controle da partida. Com apenas uma torcida, diminui-se a necessidade de setores separados, reforço policial específico, barreiras de contenção e toda a estrutura exigida quando há presença de torcedores dos dois clubes.

A questão que surge é se esse modelo pode se tornar cada vez mais comum no futebol do interior. Para muitos dirigentes, a resposta parece ser positiva. Em competições com baixo índice de rivalidade e reduzido deslocamento de torcedores visitantes, a torcida única representa economia e simplificação da operação dos jogos.

Por outro lado, há quem defenda que o futebol perde parte de sua essência. A presença das duas torcidas, mesmo em menor número, ajuda a criar um ambiente mais plural e mantém viva uma das tradições mais marcantes do esporte: a possibilidade de acompanhar o clube do coração em qualquer estádio.

O debate permanece aberto. Enquanto dirigentes enxergam vantagens na organização e na redução de custos, torcedores questionam se a medida não limita um direito histórico de acompanhar sua equipe. O caso de Guarani e Mamoré pode servir como um indicativo de uma tendência que ganha força no interior brasileiro: a torcida única não mais como resposta à violência, mas como uma ferramenta de gestão dos eventos esportivos.

Nota do Guarani sobre a partida

Guarani e Mamoré terão confrontos com torcida única no Campeonato Mineiro Módulo II

O Guarani Esporte Clube informa que os confrontos contra o Esporte Clube Mamoré, válidos pelo Campeonato Mineiro Módulo II 2026, serão realizados com torcida única.

A decisão foi definida em comum acordo entre as diretorias dos dois clubes e será aplicada tanto na partida deste sábado (13), às 15h30, na Arena Sicoob Divicred, em Divinópolis, quanto no confronto do segundo turno, em Patos de Minas.

Dessa forma, no jogo deste sábado, apenas torcedores do Guarani terão acesso às dependências da Arena Sicoob Divicred. Já na partida de volta, a presença será restrita à torcida do Mamoré.

A medida tem como objetivo contribuir para a organização dos eventos, proporcionar maior segurança operacional e garantir as melhores condições para a realização das partidas.

O Guarani reforça que a comercialização de ingressos para a partida deste sábado segue normalmente pelos canais oficiais e nos pontos de venda credenciados, além da opção de compra online pela plataforma Sympla. Reforçando que para este jogo não haverá ação de troca de alimentos.

A diretoria do clube agradece a compreensão dos torcedores e conta com o apoio da Nação Bugrina para mais um importante compromisso na disputa do Campeonato Mineiro Módulo II.

Assessoria de Comunicação
Guarani Esporte Clube
Divinópolis – MG