O ex-presidente do Guarani de Divinópolis, Robson Luiz de Camargos, ingressou com uma ação judicial contra o clube para cobrar valores que, segundo ele, foram utilizados para custear despesas da instituição durante o período da pandemia de Covid-19. De acordo com o ex-dirigente, os recursos teriam sido majoritariamente investidos por ele próprio para manter o funcionamento do clube em um momento de forte dificuldade financeira.
Segundo Camargos, durante sua gestão o Guarani enfrentava problemas financeiros e várias despesas precisaram ser pagas para manter as atividades. Entre os compromissos citados estão salários de funcionários, custos operacionais de jogos, parcelamentos de impostos e débitos junto à Prefeitura.
Ele afirma que todas as despesas foram registradas e apresentadas ao Conselho do clube por meio de prestação de contas. Ao final do período, o balanço indicaria um déficit entre R$ 400 mil e R$ 500 mil, valor que, segundo ele, era de conhecimento da diretoria e também dos responsáveis pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ligada ao clube.
Ainda conforme o ex-presidente, a prestação de contas foi encaminhada formalmente, mas não teria sido aceita pela direção. Camargos afirma que procurou inicialmente o conselho, porém não houve avanço na análise das contas.
Posteriormente, ele também teria encaminhado as informações para o atual Conselho após a eleição no clube e para a presidência. Mesmo assim, segundo Camargos, o material não teria sido analisado ou colocado em pauta.
Diante da situação, o ex-dirigente decidiu recorrer à Justiça para que a prestação de contas fosse reconhecida e para cobrar os valores que afirma ter utilizado para quitar despesas do clube.
Inicialmente, o montante era estimado em cerca de R$ 500 mil. No entanto, com a atualização monetária, juros e encargos legais ao longo do tempo, o valor da ação teria chegado a aproximadamente R$ 1,1 milhão.
Camargos informou ainda que o processo tramitava sob sigilo judicial, o que impedia a divulgação pública do caso. Segundo ele, com a retirada do sigilo e o avanço da tramitação, agora é possível tornar o assunto público.
O ex-presidente também afirma que antes de recorrer à Justiça tentou resolver a questão de forma amigável, inclusive entrando em contato com representantes da SAF para discutir uma possível negociação da dívida, mas não teria obtido retorno.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do Guarani, que informou que o clube não tem conhecimento de qualquer ação judicial relacionada ao caso.















