Executivo de futebol do Atlético diz
que time estará na “cabeça” de todas as competições.
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Atualizado
em:27 de maio de 2021
12:59
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O Atlético-MG irá
estrear no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil nos próximos
dias. Uma pausa na Libertadores, com a taça do Campeonato Mineiro
já na sede de Lourdes. No quadro de objetivos traçados no começo da
temporada, o primeiro semestre caminha para ser o melhor possível
no clube. Em entrevista o diretor de futebol Rodrigo Caetano fala
sobre o atual momento do Galo.
Na última
terça-feira, o clube, já campeão estadual, confirmou a melhor
campanha na Libertadores. Desempenho recorde da história do Galo
nesta etapa do torneio (16 pontos). Se existem críticas, não se
comparam ao que aconteceu no início da caminhada, quando houve
derrota pro Cruzeiro e empate na Venezuela. A confiança no trabalho
de Cuca e dos jogadores saiu da parte interna para contagiar a
torcida.
“O que o
Atlético tinha para conquistar até agora? O Campeonato Mineiro
conquistou. A liderança do grupo (da Libertadores) e a melhor
campanha geral (da fase de grupos). E o Atlético conquistou” –
Rodrigo Caetano.
“Nossas posições são
muito mais para dentro do que para fora. E a confiança nesse
elenco, no trabalho do Cuca, era total. Uma questão realmente que
era de início de trabalho, mudança de filosofia e metodologia.
Estamos muito mais próximos do modelo que o Cuca idealiza do que
distantes” – disse o diretor de futebol.
O Atlético ainda irá
conhecer o adversário nas oitavas de final da Copa Libertadores, e
fatalmente será um time classificado em segundo lugar do seu grupo,
podendo ser, inclusive, o Cerro Porteño. O sorteio acontece na
próxima semana, quando o Galo estará imerso no Brasileirão e na
Copa do Brasil. Um segundo semestre de fome por títulos, e com
motivações solidificadas em formato de bicampeonato mineiro e
marcas alcançadas no torneio da Conmebol.
O Atlético é
campeão mineiro e depois consegue a primeira colocação geral da
Libertadores. Qual a sua avaliação estando inserido no grupo de
trabalho do clube?
“Foi o que eu falei
para os jogadores e comissão técnica. Nós tínhamos dois grandes
objetivos antes do início do Brasileiro. Primeiro seria ser campeão
mineiro, e fomos com o melhor ataque, melhor defesa e melhor
campanha. Título indiscutível, de uma grande campanha, que começou
lá atrás, e faço menção que o Galo usou vários jogadores nessa
caminhada, se dividiu nas primeiras rodadas, usando jogadores que
não tiveram recesso, depois com a entrada dessas peças que
descansaram. Além da conquista, tem o mérito do elenco, que rodou
muito. Jogadores que não estão mais aqui, que foram emprestados,
foram campeões. Esse título tem muita relevância para a
gente”.
“O outro grande
objetivo que tínhamos era ser primeiro lugar (do grupo) na Copa
Libertadores. Conseguimos algo a mais, que é ser líder geral. Uma
etapa que finalizamos é de objetivos conquistados. A Libertadores
só volta depois da Copa América, e vamos iniciar outros
campeonatos, nos quais o Galo precisa estar na cabeça. Essa é a
rotina de um grande clube, com grandes aspirações. E vamos fazer de
tudo para que nossa caminhada siga assim”.
Se voltarmos
no tempo, há um mês e pouco, o Atlético perdia o clássico pro
Cruzeiro, empatava na estreia da Libertadores. Parecia uma fase
turbulenta, mas a realidade mudou totalmente. Como foi o trabalho
na direção do futebol?
“Minha
atuação no departamento de futebol é sempre com a intenção de,
justamente, blindar nosso grupo de jogadores e comissão técnica.
Para que o externo não interfira, para que a gente encontre nossas
soluções aqui dentro. Nossas posições são muito mais para dentro do
que para fora. E a confiança nesse elenco, no trabalho do Cuca, era
total. Uma questão realmente que era de início de trabalho, mudança
de filosofia e metodologia. Estamos muito mais próximos do modelo
que o Cuca idealiza do que distantes. A equipe vem sofrendo poucos
gols. Quatro jogos sem tomar gols, ótimo ataque, transição rápida.
Jogadores de frente sendo artilheiros, todos eles. Tivemos gols de
Marrony, Sasha, Vargas, Savarino, Hulk, Keno. Todos fazendo gol nos
últimos jogos. O próprio Tardelli, antes de lesionar, fez gol.
Mostra que estamos no caminho certo”.
“Se tivermos claro o
que queremos, onde estamos e onde queremos chegar, a gente vai
respeitar sempre as críticas, a opinião do torcedor. Mas quem tem
que encontrar as soluções somos nós mesmos”.
O cartão
amarelo para Allan já foi modificado?
“Estamos
trabalhando. Na verdade, o Atlético busca reparar um equivoco, né?
Não seria “tirar do Allan e colocar no Arana”. Não. Na verdade, é
fazer justiça. Estamos trabalhando neste sentido, sim”.
Como avalia a
Libertadores 2021 no geral e as perspectivas do Galo? O Pote 2 terá
times tradicionais.
“No que
diz respeito ao sorteio, será na semana que vem, provavelmente.
Cada país da América do Sul vive um problema particular. Muito
difícil analisar, medir forças neste momento. Argentina enfrentando
seus percalços, Colômbia da mesma forma, talvez nem tanto o
Equador, mas a Venezuela do mesmo jeito. Acho que, assim como no
ano passado, a Libertadores foi atípica, essa permanece do mesmo
jeito. Difícil fazer prognóstico. Às vezes você acha que, ao pegar
um time de camisa pesada, você terá mais dificuldade. Mas daqui a
pouco são os clubes de menor expressão que estarão em ambiente
(melhor), num país com impacto menor no futebol. Como você vai
avaliar o River Plate, por exemplo? Teve um surto de Covid. Não
podemos avaliar o River Plate de agora com o River Plate sem esse
problema. E não tem como administrar. Difícil de projetar. Prefiro
não fazer avaliação agora. Tem logística envolvida. O que posso
garantir é que a gente não medirá esforços ou fará economia para
ter a melhor logística, a melhor condição possível aos nossos
atletas nessas oitavas de final da Copa Libertadores, bem como na
Copa do Brasil, que irá iniciar, e o Brasileiro”.
“O que poderia ser uma
super vantagem de trazer todos os jogos (decisivos) para dentro de
casa, pela ausência de público, não existe esse todo privilégio,
ainda que há algum. O que o Atlético tinha para conquistar até
agora? O Campeonato Mineiro conquistou. A liderança do grupo (da
Libertadores) e a melhor campanha geral (da fase de grupos). E o
Atlético conquistou”.
“Exato. Fomos primeiro
lugar do Mineiro, melhor campanha, melhor defesa e melhor ataque. O
que tinha para conquistar no momento, o Atlético o fez. Lógico que
não gostamos de trabalhar com expectativa, pois com ela pode vir
frustração. Mas posso afirmar ao torcedor do Galo, para toda a
Massa, é que nós vamos disputar tudo com a mesma gana, raça, para
tentar ganhar. No que tiver condições de chegar, vamos chegar. Só
não posso garantir ou prometer nada. O primeiro corte da temporada
é altamente positivo, até o momento”.
Brasileiro e
Copa do Brasil com desfalques no começo.
“(Vamos perder) até
seis (jogadores)”.
Há
os convocados definidos para Eliminatórias, e a Copa América logo
em seguida. E também jogadores chamados à seleção brasileira
olímpica.
“É assim. Analisamos
que temos um bom elenco. Chegou a hora de vários outros jogarem.
Quer dizer, todos estão jogando, mas chegou o momento desses terem
mais minutagem. Se você me perguntar: “Você prefere ter elenco com
convocáveis para suas seleções?” Óbvio que sim. Significa que temos
um elenco de muito bom nível na mão. Há o bônus e o ônus. Não dá
pra pensar em evitar contratar jogadores de seleção, por conta de
desfalques lá na frente”.
O presidente
Sérgio Coelho disse que o clube não iria
solicitar adiamento de partidas na CBF. Você pensa igual,
imagino.
“Não
iremos fazer esse tipo de movimento, sob pena de pagar essa conta
lá na frente, acumulando jogos, gerando desgaste maior. Correndo
risco de lesão. Vamos seguir, ao menos por agora, o ritmo normal.
Muito melhor perder um jogador por convocação do que por lesão,
igual foi o Rafael. Esse sim, a gente lamenta. Convocação é
comprovação do bom elenco que temos. Dois laterais na seleção
olímpica (Guga e Arana). Imagine se não tivéssemos o Mariano e o
Dodô, por exemplo. São jogadores, laterais tão titulares quanto os
que estão jogando. Jogariam em qualquer outra equipe do futebol
brasileiro. E é mérito de quem monta o elenco. Vamos entrar na
parte profissional, o Rui Costa, Alexandre Mattos. E vamos dando
continuidade ao trabalho que foi feito. É assim que monta o elenco,
com o passar dos anos. Quando você vê que a curva de contratações
abaixa, diminui, é porque o clube está cada vez mais bem servido,
satisfeito com o elenco, e as contratações que possam ocorrer
futuramente passam a ter nível de acerto bem maior”.