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Ex-Vice Presidente do Atlético “detona” Jorge Sampaoli.

Postado em 27/02/2021 11:09

Jorge Sampaoli é passado no Atlético: rescindiu contrato com o clube e acertou com o Olympique. Ainda assim, a passagem movimentada do argentino pela Cidade do Galo segue rendendo comentários e críticas. Na noite desta sexta-feira, o ex-vice-presidente Lásaro Cândido da Cunha publicou, no Twitter, um artigo, de sua autoria, com críticas explícitas ao ex-técnico do Galo. O título: “Jogo de cena de Sampaoli”.

Lásaro aponta, nas quatro páginas publicadas, episódios de bastidores e atitudes questionáveis do treinador, entre elas uma exigência de demissão de um antigo roupeiro do clube, com a justificativa de que o funcionário “falava muito alto”. O advogado criticou – com palavras fortes – a postura do argentino com outros colaboradores e com atletas. Indicou também que Sampaoli praticava intervenção nas perguntas de jornalistas. Algumas perguntas eram modificadas no repasse do departamento de comunicação do Galo ao ex-treinador do clube.

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Também falou sobre um episódio que foi muito repercutido nos bastidores atleticanos em novembro: a comissão de Jorge Sampaoli se reuniu para uma festa e, logo na sequência, houve um surto de Covid-19 na Cidade do Galo, que fez a equipe perder vários jogadores titulares e, consequentemente, ter que entrar em campo (nos jogos contra Athletico-PR e Ceará, principalmente) com um time muito modificado. Nas duas partidas, somou apenas um ponto.

Já na ocasião, Lásaro falou publicamente sobre o acontecido e pediu “respeito ao coletivo”. Agora, afastado do clube há alguns meses, o ex-dirigente foi além. Disse que chegou a sugerir, internamente, a demissão por justa causa do técnico.

“Na época das festanças do técnico, com desprezo às regras sanitárias, defendi a demissão por justa causa do técnico e sua equipe, já antevendo a queda de produção da equipe, especialmente tendo em vista o objetivo da conquista do Campeonato Brasileiro” – Lásaro Cândido.

A parte final do artigo de Lásaro Cândido é a que justifica o título e o que, segundo ele, foi um “jogo de cena de Sampaoli”.

“Já no final do período da equipe de Sampaoli no Atlético, surgiram notícias de que o técnico já trabalhava informalmente para outra equipe (Olympique de Marseille), culminando no penúltimo jogo do Atlético, contra o Sport, com o técnico valendo-se de artimanhas para “obter” a suspensão para o último jogo do Galo no campeonato. O técnico foi recordista de cartões amarelos e suspensões na competição. O capítulo final foi o técnico e seus auxiliares invadindo o campo de jogo com ameaças e palavrões. (…) É preciso lançar luzes sobre o jogo de cena do técnico Sampaoli e sua equipe”.

“Jorge Luis Sampaoli Moya foi técnico do Atlético por uma temporada (2020/2021).

Após comandar o Santos na temporada de 2019, e obter excelente participação no campeonato brasileiro (vice campeão), apesar de ter sido eliminado precocemente na copa do Brasil (oitavas) e dar vexame na copa Sul-Americana (eliminado ainda na primeira fase pelo River Plate do Uruguai), foi contratado a “peso de ouro” pelo GALO.

O técnico chegou ao Atlético trazendo quase que uma família (5 pessoas, incluindo um “gerente”, cujas funções não eram bem esclarecidas).

Logo de início, mostrou seu perfil exigindo gratificações especiais, em total desarmonia com as gratificações dos jogadores, além de se isolar num grupo de “empregados” seus (sua equipe) e participar com sua turma das indicações e do processo de contratações. Chegou a exigir (e conseguir) a demissão de um antigo roupeiro da equipe profissional, com a justificativa que “falava muito alto”. Trata-se de um roupeiro antigo, e muito querido no profissional e que conviveu com gerações de jogadores espetaculares que passaram pelo GALO.

Em relação a utilização dos jogadores da equipe, desprezou atletas que estavam no elenco, recomendando imediata rescisão, empréstimo etc, mas que posteriormente alguns desses jogadores passaram à titularidade da própria equipe por ele montada. Além disso, exigiu a contratação de determinados jogadores para depois dizer que não os queria no grupo, sem contar aqueles contratados por imposição do técnico e raramente utilizados na equipe.

Outras “atrocidades” praticou o técnico ao limitar a presença da equipe de auxiliares permanentes do ATLÉTICO aos treinos, além de intervir nas perguntas enviadas pelos jornalistas quando das “coletivas” do técnico. O ambiente para essa arbitrariedades, especialmente ligados à transparência das coletivas com os jornalistas, era propício em face do coronavírus e das limitações de acesso ao Centro de Treinamentos ou estádios dos jogos.

O mais grave, entretanto, el relação ao objetivo final almejado e os custos de todo o projeto, deve ser creditado ao treinador quando da participação dele e sua equipe em festas particulares, com aglomerações de dezenas de pessoas, sem os cuidados sanitários, o que dias depois “coincidiu” com o surto de COVID na Cidade do GALO.

Uma das festas ocorreu no dia 09 de novembro de 2020, seguida inclusive de uma “folga” suspeita (dia 10.11). Para o jogo do dia 18.11, no Mineirão contra o Atlético Paranaense – que o GALO foi derrotado por 2 x 0, vários jogadores tinham sido infectados e vetados para o jogo. O Clube continuou sofrendo com a ausência de alguns jogadores pela COVID no jogo seguinte dia 22.11 contra o Ceará (2×2) e instabilidade em vários jogos seguintes.

É importante realçar que até as festanças do técnico e sua equipe, devido aos cuidados sanitários praticados pelo Clube com a proteção dos atletas, inclusive em voos fretados em todos os jogos fora de BH, foram raros os casos de contaminação na CIDADE DO GALO.

De outro lado, é necessário realçar que o “modelo de jogo” praticado por Sampaoli, com o time tendo predomínio das ações em campo, há a necessária exigência de entrega absoluta dos jogadores na preparação física, psicológica e especialmente pela cumplicidade de todos do grupo ao objetivo comum. Tendo o comandante comportamento individualista e especialmente desprezo com o que exige dos jogadores, era evidente o descompasso do discurso à prática, resultando em consequência na queda subsequente de produção da equipe.

Na época das festanças do técnico, com desprezo as regras sanitárias, defendi a demissão por justa causa do técnico e sua equipe, já antevendo a queda de produção da equipe, especialmente tendo em vista o objetivo da conquista do título do campeonato brasileiro. É vidente que no modelo presidencial e estatutário do ATLÉTICO, apenas o presidente (apoiado pelos novos gestores-patrocinadores do Clube) teria essa atribuição e obviamente a responsabilidade dessa importante decisão.

Necessário também pontuar que a demissão do técnico por justa causa (e a cobrança integral da multa rescisória prevista em contrato), poderia sim ter efeito benéfico para conquista do título (os dois primeiros colocados do campeonato brasileiro foram exatamente os clubes que trocaram de técnicos no curso da competição).

Cabe, entretanto, reconhecer que os ônus da demissão do técnico, em caso até da equipe alcançar a mesma posição final na competição (3º colocado), seriam debitados quase que exclusivamente ao presidente do Clube. Aliás, na época e até hoje a maioria da torcida ATLETICANA não tem pleno conhecimento das “peripécias” do técnico, o que reforça a dificuldade da decisão radical de demissão do técnico no curso da temporada.

De qualquer forma, é difícil projetar as consequências de medidas drásticas contra o técnico e sua equipe, naquele contexto da competição. O certo é que as atitudes irresponsáveis do técnico foram decisivas para queda de produção da equipe e da perda do título.

Já no final do período da equipe de Sampaoli no ATLÉTICO, surgiram noticias de que o técnico já trabalhava informalmente para outra equipe (Olimpique de Marseille), culminando no penúltimo jogo do ATLÉTICO contra o Sport com o técnico valendo-se de artimanhas para “obter’ a suspensão para o último jogo do GALO no campeonato. O capítulo final foi o técnico e seus auxiliares invadindo o campo de jogo com ameaças e palavrões.

De qualquer forma, é preciso lançar luzes sobre o jogo de cena do técnico Sampaoli e sua equipe.

Lásaro Cândido da Cunha

Fevereiro de 2021″ (sic).

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