O Cruzeiro deu sinais de que, realmente, esgotou todos os motivos para se motivar. O último deles era manter a invencibilidade no Mineirão. Não tem mais com a derrota sofrida para o Guarani. Compreensível para quem ganhou, com tanta antecedência, o título da Série B. No pós-jogo, foi aberto oficialmente, pelas palavras de Pezzolano, o período de sai ou fica entre os jogadores.
Segundo Pezzolano, atletas do elenco já têm a resposta se ficam ou deixarão a Toca da Raposa em 2023. Com as palavras do treinador, é possível entender os motivos de que as atuações não tem sido as mesmas desde a conquista do título. Até mesmo o técnico uruguaio é compreensível com o momento.
“Por isso está essa instabilidade dentro do campo, do vestiário agora. Alguns sabem que não ficam, outros que ficam. Hoje alguns estão bravos com o treinador. Há três semanas nos abraçamos pra caramba, todos chorando juntos. É normal. Esse fogo se apagou” – admitiu o treinador cruzeirense.
Pezzolano deverá fazer mudanças profundas, junto com a diretoria do Cruzeiro, no elenco para 2023. O patamar será outro. E o treinador, anteriormente, admitiu que o elenco atual brigaria para não cair na Série A. Até por isso, o time celeste vai ao mercado se reforçar.
Contra o Guarani, Pezzolano até colocou um time recheado de titulares e atletas bastante utilizados na campanha da Série B do Brasileiro. O Cruzeiro tinha mais posse de bola, mas não conseguia transformá-la em pressão. O Guarani chegava com perigo nos contra-ataques e dava indícios de que poderia chegar ao gol.
A situação do Bugre foi facilitada com os ânimos exaltados de Daniel Jr, que acabou sendo expulso. Logo em seguida, Filipe machado também recebeu cartão vermelho. deixando o time com oito jogadores de linha em campo. Com isso, o Cruzeiro teve que se defender – até chegou com perigo em arrancadas de Jajá -, mas não conseguiu segurar a pressão no segundo tempo e levou o gol, que significou a derrota.
Com o 1 a 0, o Cruzeiro tem as duas últimas partidas para se despedir da Série B e voltar ao lugar de que lhe é historicamente destinado. Momento de mudanças no elenco e na mentalidade para recolocar um dos maiores clubes do país novamente na Série A.
A derrota do Cruzeiro para o Guarani foi assistida por 21.491 torcedores no Mineirão, nessa terça-feira. O público foi o terceiro menor em jogos da Raposa na Série B, torneio em que o time é dono da melhor média de público presente e pagante.
O menor público do Cruzeiro na competição foi contra o Londrina, no início do primeiro turno, assistido por pouco mais de 14.074 pessoas. A partida contra o Náutico, no returno, realizada no Independência, foi acompanhado por 21.228 torcedores.
No ranking de torcidas o Cruzeiro ocupa a quinta colocação, com 30.663 pagantes por jogo. Levando em conta apenas os jogos da Segunda Divisão, a média da Raposa é de 36.740 por partida.
O duelo com o Guarani representou a primeira derrota do Cruzeiro como mandante na Série B. A equipe perde a oportunidade de ser a única mandante na história da competição a não ser derrotada em seus domínios. Até a partida desta terça, eram 14 vitórias e três empates.
A invencibilidade como mandante durou 98 dias. A última derrota como mandante do Cruzeiro tinha sido pela Copa do Brasil, no dia 12 de julho, contra o Fluminense. Na ocasião, a equipe carioca bateu o time celeste por 3 a 0.
Depois da partida diante do Guarani, o Cruzeiro terá um último jogo no Mineirão, pela Série B. A Raposa disputará a última rodada em casa, diante do CSA. O jogo marcará a entrega da taça ao clube e nova festa, em campo, comemorando o título da Segunda Divisão. O jogo está marcado para o dia 6 de novembro, domingo, às 18h30.













