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Dívida do Atlético aumenta, mesmo com ajuda dos mecenas

Postado em 11/09/2021 10:18

O Atlético divulgou, nesta sexta-feira, pela primeira vez na história do clube, as demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre de um exercício. Segundo os números de 2021 apresentados, a dívida diminuiu no curto prazo, aliviando o fluxo de caixa do clube, mas, de forma global, está em R$ 1,32 bilhão, semelhante ao apresentado no balanço anterior.

Os números são referentes aos meses de janeiro a junho de 2021. De acordo com o balanço apresentado, o passivo circulante (ou seja, dívidas de curto prazo) diminuiu R$ 120 milhões (20%) em relação ao fim do ano passado – foi de R$ 608 milhões para R$ 487 milhões.

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Já o passivo não circulante (de longo prazo) saltou de R$ 713,6 milhões para R$ 862,8 milhões, representando um aumento dos mesmos 20% de redução no curto prazo. Isso se deve, principalmente, à ação dos mecenas do clube (4 R’s), que têm emprestado dinheiro para o pagamento dessas dívidas de curto prazo.

Só no primeiro semestre de 2021, por exemplo, o Galo comemorou o fato de ter reduzido em 90% a dívida em ações na Fifa. Com os acordos e amortizações realizados, o montante, que era R$ 70 milhões, caiu para apenas R$ 7 milhões.

Ainda de acordo com os números, o patrimônio líquido atual do clube também cresceu em relação ao fim do ano passado. O total dos ativos (participações societárias, propriedades para investimento, imóveis, etc) está avaliado em R$ 1,45 bilhão, ou seja, maior do que a dívida global.

Na balança entre custos e receitas do primeiro semestre, o Atlético informou ter tido um superávit de R$ 49,2 milhões. O valor, porém, é inflado por itens de importância meramente contábil, sem efeito de caixa (receitas patrimoniais), e receitas referentes ao exercício de 2020, como a premiação e direitos de TV do Brasileirão de 2020 (R$ 39,4 milhões).

Assim (contando o valor de premiação, mas descartando as receitas patrimoniais) entraram no caixa do clube R$ 147,8 milhões no 1º semestre de 2021, valor que representa um acréscimo de 105% em relação ao mesmo período de 2020 (R$ 72,1 milhões). Incluem aí as receitas com futebol profissional (R$ 144 milhões) e clubes sociais (R$ 3,5 milhões).

O clube contabiliza, ainda, outros R$ 85,7 milhões frutos de receitas financeiras (não ligadas ao futebol), que não necessariamente representam fluxo de caixa. Não há valores referentes a vendas de atletas, já que as vendas feitas em 2021 (Marrony e Gabriel) aconteceram, todas, no segundo semestre.

O Atlético informou, ainda, que os valores arrecadados com as vendas do Manto da Massa, equivalente a R$ 26 milhões, serão incluídos apenas no balanço do 2º semestre, devido à data das vendas.

Já na balança dos custos, o Galo informou ter gasto R$ 65 milhões na compra de direitos econômicos (contratações), R$ 137,6 milhões com o futebol profissional, R$ 3,7 milhões com o clubes sociais e R$ 6,2 milhões com viagem. No total, os custos do primeiro semestre ficaram em R$ 213 milhões.

Custo com futebol cresce quase 40% em um ano

Nos primeiros seis meses de 2021, o Atlético teve custos com o futebol profissional de R$ 137,6 milhões, número que representa um aumento de quase 40% em relação ao mesmo período de 2020, quando a despesa foi de R$ 68,1 milhões. O valor, porém, é menor em relação à despesa do fim do ano passado, quando o Atlético informou um custo superior a R$ 150 milhões.

Chegaram, durante o primeiro semestre, Hulk, Dodô, Nacho Fernández e Tchê Tchê. Desses, apenas Nacho representou despesa com a aquisição de diretos econômicos (R$ 58 milhões), já que os demais estavam livres no mercado (Hulk e Dodô) ou são emprestados (Tchê Tchê).

Na média, até junho de 2021, o clube teve um gasto de cerca de R$ 22,9 milhões por mês com o departamento, sendo importante ressaltar que os números não incluem a chegada do atacante Diego Costa ou as saídas de Gabriel e Marrony, as duas principais vendas no ano. Isso porque todas as movimentações aconteceram após o mês de julho.

Segundo estimativa do Atlético, o elenco atual está avaliado em R$ 930 milhões, número que representa um aumento de 48% em relação à estimativa de dezembro (R$ 630 milhões).

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