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Depois de vazamento de dados, Presidente do Atlético abre o “bico” do Galo.

Postado em 30/10/2020 12:32

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O Atlético vai passar por eleições presidenciais na primeira quinzena do mês de dezembro (data a ser definida). Sérgio Sette Câmara, o atual mandatário, ainda não é oficialmente candidato a reeleição (o grupo político que comanda o Galo ainda avalia a situação). 

Sérgio Sette Câmara concedeu entrevista na tarde de ultima quinta feira. Nela, o presidente avalia vários assuntos relevantes no atual momento do clube, entre eles os vazamentos de relatórios da Kroll- empresa de auditoria contratada pelo Galo -, que expôs possíveis irregularidades nas últimas gestões do clube.

“Vejo com tristeza, porque a documentação que vazou era um relatório preliminar. A Kroll primeiro faz um levantamento base em cima da documentação que foi encontrada no clube, disponibilizada pelo clube. E o Atlético era, sim, muito desorganizado nesse aspecto. Então, após esse primeiro relatório, o clube faz uma análise e trata o relatório de maneira a tirar dali aquilo que efetivamente não faz nenhum sentido. Depois é gerado um relatório final, que eu, inclusive, já entreguei pro conselho deliberativo, pro conselho fiscal e pro conselho de ética. A gente lamenta que esse tipo de coisa (vazamento) aconteça, é uma irresponsabilidade muito grande, e estamos buscando apurar o que de fato aconteceu”.

“É preciso lembrar e enfatizar que essas auditorias não têm o condão de caça às bruxas de quem quer que seja. Eu, inclusive, estou no relatório. A questão é de aprender com o que aconteceu no passado pra não continuar errando, criar mecanismos de controle no clube, e isso estamos implementando. O Atlético de hoje tem uma administração extremamente controlada. Mais do que isso, claro, se detectarmos alguma irregularidade, (vamos) buscar as reparações devidas ao clube”.

“Isso não precisa ser feito de forma açodada nem alardeada. São coisas que eu gostaria de fazer dentro de uma linha discreta, até pra que não fique de alguma maneira execrando a imagem de pessoas que, inclusive, prestaram relevantes serviços ao clube e não podem ter seu nome manchado por conta desse tipo de vazamento irresponsável que aconteceu. A gente lamenta, mas, ao mesmo tempo, entende que não podemos, de alguma maneira, fazer disso um grande problema. Vida que segue, vamos concentrar no futebol, porque temos um jogo importante na segunda, contra o Palmeiras, em seguida outro muito importante, contra o Flamengo, que pode nos trazer de volta pra liderança do Brasileiro”.

Sette Câmara também falou de coisa boa. Entre os assuntos positivos, números muito relevantes sobre as vendas de camarotes e cadeiras cativas da Arena MRV. O valor será essencial para o Atlético “fechar a conta” da construção de sua nova casa, com previsão de inauguração para 2022.

“Avalio com muita satisfação. Acredito que nosso planejamento está acontecendo, até melhor do que nós imaginávamos. Houve um investimento grande no clube. Trouxemos o Alexandre Mattos, o Sampaoli, muitos jogadores, fizemos uma mudança radical no nosso elenco. Isso fez com que o clube tivesse e venha tendo uma performance muito boa no Brasileiro. E claro que a torcida, vendo essa mudança completa no nosso estilo de jogo, o Atlético partindo pra cima, aquele Atlético que nós gostamos de ver, ela também veio no embalo”.

“Isso, claro, contagiou os torcedores de maneira que eles estão realmente buscando a compra de camarotes, de cadeiras (cativas), porque já estão praticamente todos os camarotes vendidos, 71 camarotes e 4800 cadeiras, vai nos gerar um valor equivalente a R$ 230 milhões, aproximadamente, o que irá, com certeza, viabilizar o término da nossa Arena MRV, incluindo as condicionantes que foram determinadas pela Prefeitura. E, lógico, o aumento de material de construção, etc. Nossa Arena está viabilizada, e quero crer que isso só aconteceu porque estamos vivendo esse momento tão bacana no futebol.

Eleições de dezembro

“Quero crer que esse assunto é importante, mas não pode se sobrepor ao momento que o Atlético está vivendo em campo. Estamos buscando um título do Brasileiro, que estamos há 50 anos aguardando. Efetivamente, temos um time pra brigar pelo título. Politizar o clube neste momento pode, de alguma maneira, contaminar nosso ambiente no futebol, e não quero que isso aconteça. Estou vendo com muita tranquilidade, tenho feito um trabalho de pacificação no clube. Tenho buscado diálogo com várias pessoas que nos ajudam no dia a dia. Claro que tenho a minha maneira de administrar, e isso muitas vezes causa algum desconforto aqui e ali, mas de forma nenhuma isso pode ser entendido como algum tipo de briga política ou coisa assim. Tenho buscado esse diálogo, essa pacificação. Acho que é importante pra esse momento que o clube vive que tenhamos paz na política”.

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