Pular para o conteúdo

Cruzeiro sai na frente, mas sofre virada do Remo e segue sem vencer o rival

Image

Gols da equipe paraense foram questionados pela ausência do VAR na terceira fase da Copa do Brasil; Raposa ainda desperdicou um pênalti

 

O Cruzeiro até saiu na frente do Remo. Mas acabou sofrendo a virada da equipe paraense, dando sequência assim a um tabu de 43 anos sem vencer o Leão, uma verdadeira pedra no sapato da Raposa. No fim, permaneceu no placar o 2 a 1 para o Remo. É só a primeira parte dessa história, tem o jogo da volta em Belo Horizonte. Mas ficou aquele gosto amargo para o torcedor celeste, que pode reclamar dos gols polêmicos assinalados pela arbitragem comandada por Marcelo de Lima Henrique.

O time celeste só volta a enfrentar o Remo no dia 11 de maio, às 19h30 (de Brasília), em Belo Horizonte. Uma vitória celeste por 1 a 0 vai levar a decisão para os pênaltis. Um resultado por dois gols dará a classificação diretamente para o Cruzeiro, que luta para retornar às oitavas de final da Copa do Brasil após dois anos de ausência. 

O jogo

Foi um primeiro tempo difícil para o Cruzeiro. O trio ofensivo celeste teve a estreia de Jajá, atuando ao lado de Waguininho e Rodolfo. Mas os atacantes do time comandado pelo técnico Paulo Pezzolano erraram bastante nas conclusões. Faltou qualidade no último toque e, consequentemente, empurrar a bola para o fundo das redes do goleiro Vinícius. A melhor chance veio sem dúvidas com o lateral Rômulo, que recebeu de Jajá na direita, invadiu a grande área e chutou na rede pelo lado de fora. 

Investindo pelas jogadas de beirada de campo, o Cruzeiro tinha problemas no mano a mano dos laterais com os atacantes do Remo. O fato era quie a Raposa precisava de um fato novo, ainda mais tendo um buraco criativo no meio-campo, com João Paulo bem marcado. 

Foi isso que o técnico Paulo Pezzolano propôs ao sacar Waguininho, mais uma vez com uma partida irregular, e mandar a campo Daniel Jr., além de tirar o amarelado Miticov e ter em campo um toque de maior qualidade com Pedro Castro. As mudanças surtiram efeito com um Cruzeiro mais presente no ataque e a melhora de rendimento de Jajá, que sofreu um pênalti, aos 2 minutos da etapa final. João Paulo, conhecido por sua frieza na marca da cal, dessa vez parou no goleiro Vinícius. Uma batida muito displicente, telegrafando o canto para o arqueiro do Remo. 

Mas o Cruzeiro continuou em cima do adversário e saiu à frente no placar aos 20 minutos, com Rodolfo. O ex-americano não fazia um gol desde agosto do ano passado, mas desencantou após cruzamento rasteiro de Daniel Jr. vindo da esquerda. O Cruzeiro conseguiu segurar a vantagem por cinco minutos, mas aí vale o destaque para a arbitragem. 

Sem o VAR, a terceira fase da Copa do Brasil proporciona um campo aberto para questionamentos. Os dois gols do Remo, os da virada, foram marcados por lances duvidoso. No primeiro, a falta cobrada por Marlon teve uma carga em Willian Oliveira, que desviou para o gol de Rafael Cabral e a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique validou. Reclamação celeste. 

No segundo gol, aos 32 minutos, Marlon novamente na bola parada encontrou Anderson Uchoa, que casquinhou para Daniel Felipe completar. A posição era de impedimento, mas o gol foi assinalado, sacramentando uma dolorosa derrota da Raposa, mais uma dentro de Belém, onde nunca ganhou na história. O tabu permanece. Os gols irregulares podem ter acontecido, mas o Cruzeiro também teve suas chances. Pelo menos três oportunidades claras. Mas não foi eficiente para colocar lá dentro. E isso também, somado aos erros, pesou para a derrota em Belém. 

Fonte:www.otempo.com.br