Na última sexta-feira, 11 de setembro, encerrou-se oficialmente a segunda janela de transferências do calendário esportivo de 2026, marcando uma fase de intensas movimentações no elenco do Cruzeiro. A equipe mineira realizou um balanço que evidencia um volume maior de negociações de saída do que de chegadas, além de obter um lucro superior a R$ 87 milhões com as operações realizadas. Este movimento financeiro e esportivo reflete uma estratégia de reformulação do elenco, com foco em ajustes que visam fortalecer o time para os desafios futuros.
Ao todo, o clube contratou sete novos jogadores, enquanto negociou a saída de 12 atletas que integravam o elenco profissional. O destaque na lista de contratações foi o atacante Gabriel Pec, que retornou ao futebol brasileiro após passar duas temporadas e meia atuando pelo LA Galaxy, dos Estados Unidos. Para garantir sua contratação, o Cruzeiro desembolsou aproximadamente R$ 60 milhões, um valor expressivo que demonstra a intenção do clube de reforçar o setor ofensivo com um jogador de destaque.
Além de Pec, o clube trouxe dois laterais: Gabriel Rojas e Matías Viña, ambos de origem argentina, além do volante Zé Lucas e outros três atacantes: Wesley, João Costa e Lucho Rodriguez. Esses reforços foram pensados para suprir lacunas identificadas pela diretoria na composição do elenco. Destes, o Cruzeiro investiu R$ 25,4 milhões na contratação do jovem Zé Lucas, de apenas 18 anos, considerado uma aposta de futuro. R$ 25 milhões foram destinados à aquisição de Gabriel Rojas, enquanto R$ 2,5 milhões foram pagos pelo empréstimo de João Costa. Os demais atletas chegaram ao clube por empréstimo, sem custos adicionais para a equipe mineira.
No lado das saídas, o clube promoveu uma grande reformulação no elenco, incluindo a venda de dois titulares, Kaiki e Christian, que foram negociados com clubes europeus. Além disso, o clube vendeu o jovem talento Kauã Prates, também para o futebol europeu. Essas negociações renderam quase R$ 200 milhões aos cofres do Cruzeiro, valor que ainda pode aumentar devido a bônus por metas contratuais vinculadas às vendas.
Ainda na estratégia de reformulação, o clube liberou jogadores que vinham sendo pouco aproveitados pelo técnico Artur Jorge, incluindo nomes da base. Entre esses, destaca-se a venda do zagueiro Bruno Alves ao Norwich, da Inglaterra, que gerou uma receita adicional de R$ 1,76 milhão. Essas movimentações contribuíram para que, no balanço geral, o Cruzeiro apresentasse um lucro superior a R$ 87 milhões, considerando as receitas obtidas com as vendas e as despesas com as contratações.
No total, a soma dos valores investidos na janela de transferências atingiu R$ 112,9 milhões, enquanto as receitas oriundas das negociações de jogadores chegaram a R$ 200,46 milhões. Esses números refletem uma gestão financeira que, além de equilibrar o elenco, busca fortalecer a saúde financeira do clube, com potencial de crescimento caso os atletas contratados atinjam metas previstas em contrato. A operação evidencia uma estratégia de reposicionamento do Cruzeiro, que busca consolidar-se como uma equipe competitiva e financeiramente sustentável no cenário do futebol brasileiro e internacional.
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