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Atlético se manifesta sobre ação judicial de R$ 46 milhões movida por empresário e contesta valor alegado

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O Clube Atlético Mineiro divulgou, nesta quarta-feira (16 de setembro), uma nota oficial referente a uma ação judicial ajuizada pelo empresário André Cury, na qual ele reivindica uma quantia de R$ 46 milhões. A denúncia, que tramita na Justiça, tem como base uma disputa relacionada a negócios realizados por Cury envolvendo o clube e o empresário Rubens Menin, um dos proprietários da Galo Holding, controladora da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.

Segundo informações disponíveis, a controvérsia tem origem em processos judiciais decorrentes de supostas comissões não pagas em transferências de jogadores. O valor inicialmente alegado na ação seria de R$ 70,3 milhões, referente a dívidas reconhecidas pelo clube em um acordo formalizado em junho de 2023. Nesse documento, o Atlético teria admitido uma dívida total de R$ 70,3 milhões, com um plano de pagamento parcelado de R$ 56,6 milhões, envolvendo também o empresário André Cury e Rubens Menin.

O clube, porém, afirma que o valor alegado na ação não corresponde à realidade financeira atual. A nota oficial reforça que o Atlético vem trabalhando continuamente para resolver suas dívidas, que se acumulam desde o início da década passada. Diferentemente de outras equipes que optaram por decretar Recuperação Judicial, o clube afirma manter diálogo direto com seus credores e reafirma seu compromisso de honrar todas as obrigações financeiras. Como demonstração desse esforço, o Atlético destaca que já efetuou pagamentos de centenas de milhões de reais ao longo dos últimos anos e continuará buscando uma solução responsável para suas pendências financeiras.

De acordo com informações divulgadas inicialmente pela ESPN, o acordo firmado em 2023 previa o pagamento parcelado de R$ 56,6 milhões, mas Cury alega que o Atlético não cumpriu algumas dessas parcelas. Como consequência, o empresário acionou o Código Civil para incluir Rubens Menin como “devedor principal” na ação, uma vez que Menin entrou como “terceiro garantidor” no acordo firmado entre as partes. A atualização do valor devido, atualmente, é de aproximadamente R$ 46,6 milhões, valor que inclui multas e encargos decorrentes do não pagamento de parcelas.

A controvérsia revela a complexidade das negociações financeiras envolvendo clubes, empresários e investidores na atualidade, especialmente no contexto do futebol profissional brasileiro, onde questões de transferências de jogadores e comissões continuam sendo temas sensíveis e litigiosos. O Atlético Mineiro, por sua vez, reafirma sua postura de transparência e responsabilidade na condução de suas finanças, buscando resolver a disputa de forma judicial e extrajudicial, sem prejudicar suas atividades esportivas e sua relação com os torcedores.

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